quinta-feira, abril 24, 2003

Como já devem ter reparado, o blog está sem o sistema de comentários. Pelo que me foi transmitido pelos responsáveis do sistema, isso deve-se a um problema relacionado com uma troca de servidores. Espero que este problema se resolva em breve.



domingo, abril 20, 2003

A INTERNET é a salvação do jornalismo? Um interessante artigo no "Asia Times": "After the bubble years in which Internet publications burned through a phenomenal amount of other people's money, web journalism is starting to take off. It may hold ominous implications for newspapers globally, but it could well save journalism itself".
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Dica de Ponto Media.



sexta-feira, abril 18, 2003

Este texto serviu de base � minha tese de P�s-Especializa��o que tirei na Universidade Lus�ada do Porto sobre Jornalismo, Comunica��o e Internet. Aguardo os vossos coment�rios.

O FIM DO JORNALISMO?

O Estatuto do Jornalista est� consagrado na Lei n.� 1/99 de 13 de Janeiro e, no artigo 1� do Cap�tulo I, define-se o Jornalista como sendo �aquele que, como ocupa��o principal, permanente e remunerada, exerce fun��es de pesquisa, recolha, selec��o e tratamentos de factos, not�cias ou opini�es, atrav�s de texto, imagem ou som, destinados � divulga��o informativa pela imprensa, por ag�ncia noticiosa, pela r�dio, pela televis�o ou por outra forma de difus�o electr�nica�. No n.� 2 do mesmo artigo refere-se que n�o constitui actividade jornal�stica, �o exerc�cio de fun��es referidas no n�mero anterior, quando desempenhadas ao servi�o de publica��es de natureza predominantemente promocional, ou cujo objectivo espec�fico consista em divulgar, publicar ou, por qualquer forma, dar a conhecer institui��es, empresas, produtos ou servi�os, segundo crit�rios de oportunidade comercial ou industrial�.
No nosso pa�s, os jornalistas portugueses regem-se por um C�digo Deontol�gico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral, realizada em 22 de Mar�o de 1993.
Ultimamente, tem-se assistido a uma discuss�o que passa por saber se, de facto, o jornalismo e os jornalistas t�m o seu futuro assegurado ou, pelo contr�rio, t�m os seus dias contados. Na era da inform�tica e das novas tecnologias, come�a-se a confundir o Jornalista com o Fornecedor de Conte�dos e vice-versa. Acima de tudo, quer o jornalista, quer o fornecedor de conte�dos s�o comunicadores; s�o pessoas a quem cabe a dif�cil tarefa (por vezes), de levar a um determinado p�blico, a sua informa��o. O que distingue um do outro, � a forma como essa informa��o � tratada e levada ao p�blico. Por outro lado, saber se o fornecedor de conte�dos se pode �tornar� num jornalista, � outra das quest�es.
A mediatiza��o dos acontecimentos � outro dos aspectos que se tem que ter em conta, uma vez que, para um determinado assunto ter interesse e ser comentado e/ou falado na/pela sociedade, ele deve criar impacto. Isto, sem falar no �Agenda Keeping�.
No meio de tudo isto, gira um, chamemos-lhe poder que, na maioria das vezes, o p�blico em geral n�o pensa que existe; se pensa e se sabe que ele existe, ou n�o lhe atribui import�ncia, ou n�o quer saber disso para nada: refiro-me ao dinheiro, ao factor econ�mico.
Verdade seja dita, tudo gira em torno do dinheiro. Os jornalistas e/ou os fornecedores de conte�do, mais n�o s�o do que meros funcion�rios de uma empresa que, no final do m�s, lhes tem que pagar o ordenado. Os �rg�os de comunica��o social, sejam eles quais forem, mais n�o s�o do que meras empresas, cuja finalidade � a de obterem lucro. E, para obterem esse lucro, t�m que vender o seu produto: informa��o, entretenimento, ou qualquer outro. A forma como se obt�m esse lucro e/ou como � transmitido esse programa � que faz a diferen�a entre um jornalista e um fornecedor de conte�dos.
Ao olharmos para a Hist�ria, n�o s�o poucos os exemplos que podemos citar e que comprovam isso mesmo. Quando apareceu a r�dio, os jornais temeram pelo seu fim; quando apareceu a televis�o, os jornais e a r�dio pensaram que iam fechas as suas portas; com o aparecimento da Internet, os jornais, as r�dios e as televis�es, come�am a questionar-se at� que ponto ser�o substitu�das por esta. Ser� a Internet o futuro da informa��o e, por conseguinte, a �assassina� dos jornais, das r�dios e das televis�es? Ou ser� a Internet mais um motor de busca, onde tudo se encontra e que pode auxiliar os jornais, as r�dios e as televis�es?
O tradicional jornalista de imprensa � aquele que, de bloco de papel em punho, se aventura na busca de uma hist�ria; o jornalista de r�dio � aquele que, de gravador e microfone, se aventura, tamb�m, na busca de uma hist�ria; o jornalista de televis�o � aquele que, de microfone e c�mara de filmar, se aventura na busca de uma outra hist�ria. O fornecedor de conte�dos aventura-se, claro, na busca de uma hist�ria, munido de um bloco de folhas de papel, gravador, microfone e c�mara de filmar. Com todo esse material, pode fazer tudo aquilo que os outros tr�s fazem: escreve a not�cia para o jornal, transmite-a na r�dio e na televis�o e, ainda, difunde-a na Internet, por exemplo, atrav�s de v�deos multim�dia e, utilizando os mesmos textos que escreveu para o jornal.
Assim, no futuro pr�ximo, ser� que o jornalista e o jornalismo ir�o desaparecer? Ou, pelo contr�rio, ser� o conceito de jornalista e de jornalismo (que existe e tem existido at� hoje), que ir� acabar?
Veja-se, por exemplo, o caso da NTV. O jornalista, muitas das vezes, j� n�o sai em reportagem acompanhado de um rep�rter de imagem; ele entrevista, recolhe todas as imagens e todos os factos e, chegado � redac��o, ele edita a sua pe�a, monta-a e faz o seu grafismo. Tudo sozinho.
Para al�m disso, o dinheiro fala muito alto; por vezes, alto demais, dentro de um �rg�o de comunica��o social. A luta, hoje, j� n�o � a de quem tem o melhor �furo� jornal�stico ou quem tem os melhores contactos. A luta, hoje e no futuro, ser� a de saber quem tem maior audi�ncia, quem � mais lido, mais ouvido e mais visto. Nesse sentido, a busca de temas medi�ticos � porque s�o esses temas aqueles que a sociedade mais quer ver �, fazem com que, muitas vezes, se deixem de lado conceitos importantes como a integridade, a isen��o, o rigor, ou a credibilidade. Em nome do vale tudo e mais alguma coisa, desde que isso traga mais dinheiro e mais share, existe de tudo na comunica��o social. O querer subir mais depressa, o querer ser notabilizado dentro dos seus pares, o querer ser o melhor, por vezes, consegue-se da pior das formas, descurando-se os valores que regem o que deve ser um jornalista e qual deve ser o seu papel, na busca da informa��o.
Dessa forma, alguns defendem que o que tende a acabar � o bom jornalismo. Mas tamb�m se compreende porque, por muito que se goste do que se faz, � complicado fazer, muitas vezes, tantos sacrif�cios pela profiss�o... e, no fim, ser-se t�o mal remunerado. Existe tamb�m um crescer de mau jornalismo, ou pseudo-jornalismo, que � a procura incessante da pol�mica, das picardias, da especula��o. N�o basta o assunto em si ser medi�tico; � necess�rio, por vezes, vir-se para a pra�a p�blica lavar a roupa alheia. Para al�m disso, muitos s�o os �rg�os de comunica��o social que, frequentemente, recorrem ao �copy� e aos �paste� de outros �rg�os ou de ag�ncias noticiosas. Basta pegarmos num qualquer jornal e, ao lado da assinatura do jornalista, o asterisco remete-nos para fim do texto onde est� escrito �com ag�ncias�.
Jornalismo �, em �ltima inst�ncia... informar; e isso vai ter sempre raz�o de existir, seja qual for o nome que se lhe der, ou seja qual for a sua forma. Mas, qual ser� o conceito que vigorar�, nos pr�ximos anos?



terça-feira, abril 01, 2003

Marcelo Pimentel é Jornalista, mestre em Comunicação Social e professor das universidades Metodista de São Paulo e Taubaté. Foi repórter da Rádio Globo, Diário Popular, O Estado de S. Paulo e editor do jornal ValeParaibano.
No Letra Digital, publicou o seguinte artigo:

O Jornalismo no século 21

É um dos assuntos mais apaixonantes de estudiosos no presente momento. A indefinição quanto às novas tecnologias e sobre o papel do profissional gestor da informação leva a infindáveis discussões, todas elas ainda bastante embrionárias.
No início da década de 90, a Internet gerou um pavor de morte nos donos dos jornais. A ANJ (Associação Nacional dos Jornais) pensou que chegara a hora do juízo final para os jornais de papel. A crise avolumou-se na primeira metade da década, até que pesquisas comprovaram que a rede mundial de computadores passara a ser uma importante aliada dos jornais.
Hoje, o debate gira em torno das novas tecnologias. O que poderá surgir nos próximos anos gerando alterações no fazer jornalismo? Ninguém ainda sabe direito o que está por vir. O grande problema hoje é que a tecnologia que sempre foi o meio pelo qual o jornalismo garantia melhor difusão está passando a ser um fim em si mesmo. Mais importante que a qualidade editorial está o potencial tecnológico das empresas de mídia.
Já para o profissional, está surgindo um novo paradigma: ele deve muito mais dominar a tecnologia à disposição do que o seu papel intelectual no processo de construção da informação. Isso está levando a uma deformação nas características da profissão. A ética, a responsabilidade social e o compromisso com uma sociedade livre e democrática não podem ser subjugadas à visão tecnicista que se procura criar. Será preciso novos caminhos, em que a figura do profissional seja o imperativo máximo para a garantia da qualidade do jornalismo no século 21. O resto é o resto. Ou melhor: apertar botões.



Interessante este texto do jornalista Il�dio Martins, publicada no seu site, em Dezembro de 2000. Apesar de estar um pouco desactualizado, a sua ess�ncia mant�m-se.

PRODUTORES DE CONTE�DO

Poucos dias ap�s um jornalista ter sido morto a tiro e outro agredido, ambos em Mo�ambique e por "falarem demais", o doutor Balsem�o veio defender, no "P�blico", "a necessidade de haver concentra��o da propriedade dos media em Portugal". "Existem grupos a mais" no mercado portugu�s dos media, disse ele. A declara��o de Balsem�o surgiu poucos dias ap�s ser conhecido o controlo da Lusomundo por parte da Portugal Telecom, passando a empresa controlada pelo Estado a deter, entre outros, o "Jornal de Not�cias", "Di�rio de Not�cias", "24Horas", "Tal & Qual", "Grande Reportagem" e "TSF". Dois dias antes da declara��o de Balsem�o, Vicente Jorge Silva, no "Di�rio de Not�cias", disse o seguinte: "A uniformiza��o e estandardiza��o dos 'conte�dos' (...) tender� a esvaziar os produtos jornal�sticos da sua componente informativa, convertendo-os em meras mercadorias para clientelas cada vez mais segmentadas". Disse mais o colunista do "DN": "Os jornalistas ceder�o o lugar a formatadores de receitas, agentes de marketing, publicit�rios e psic�logos de bazar". Vicente Jorge Silva s� n�o disse, pelo menos directamente, que a concentra��o da propriedade dos media em meia d�zia de m�os � a nova forma de matar o jornalismo e, por consequ�ncia, os jornalistas.
Exagero? N�o, n�o �. A concentra��o dos media tende a acabar com a diversifica��o dos conte�dos informativos, j� que, em nome do "aproveitamento das sinergias", o mesmo jornalista passa a distribuir a mesm�ssima informa��o para diferentes publica��es. Deve ser por isso, ali�s, que hoje se fala cada vez menos em jornalismo e cada vez mais em "produ��o de conte�dos", evidentemente que muit�ssimo mais abrangente e onde cabe tudo. De facto, � cada vez mais evidente que nem "tudo vai pelo melhor" no jornalismo europeu, como diz J. M. Nobre Correia ("Medianapolis" de 8 de Dezembro). E n�o s� no jornalismo europeu, como se calcula. Diz Nobre Correia que existe "confus�o" entre "informa��o e promo��o comercial" devido a "complac�ncia com ac��es desencadeadas por ag�ncias de promo��o e eventos em prol de um ou outro grupo de neg�cios". E cita exemplos de jornais belgas para fundamentar a sua tese, que ter�o brindado os seus leitores com assuntos de primeira p�gina "dificilmente conceb�veis h� poucos anos atr�s". Referia-se ele a campanhas publicit�rias de uma cadeia de armaz�ns e de uma consola de jogos, ao lan�amento do �ltimo disco de um cantor e ao �ltimo filme da Disney. Tudo assuntos que mereceram primeira p�gina e, segundo ele, mais ou menos disfar�ados de not�cia. Ora aqui est� um bom exemplo dos tais "agentes de marketing" e "publicit�rios" de que fala Vicente Jorge Silva, sem d�vida resultante da concentra��o da propriedade dos media em dois ou tr�s grupos econ�micos que s�o, quase sempre, detentores de interesses noutras �reas de neg�cio que n�o os media.

Dica de: Il�dio Martins

Escusado ser� perguntar: at� quando o jornalismo vive?

segunda-feira, março 24, 2003

A Comiss�o de Curso do 2� ano da Licenciatura em Jornalismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra vai realizar o II Encontro Nacional de Estudantes de Jornalismo e Comunica��o, subordinado ao tema "Comunicar, Formar e Informar", dando continuidade a um projecto encetado no ano passado.
O evento decorrer� nos dias 4, 5 e 6 de Abril, no Audit�rio da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
O II ENEJC tem por objectivo suscitar o debate sobre os assuntos e problemas que dizem respeito aos estudantes e futuros profissionais dos media. Como tal, ser� constitu�do por pain�is de debate e mesas redondas sobre temas da actualidade, contando com a presen�a de profissionais do ramo da comunica��o e outras personalidades cujo contributo julgamos ser premente para um debate esclarecedor.
Para ver o programa, basta clicar aqui. As inscri��es no II ENEJC s�o limitadas e s� ser�o aceites as que forem enviadas at� dia 27 de Mar�o. Podem fazer download da ficha de inscri��o, em formato Word ou PDF em http://www.enejc.web-page.net.

Eu vou � ficar de olho no programa do dia 6 de Abril, onde se debater� O Jornalismo no futuro e Novas Tecnologias da Comunica��o.

Qualquer esclarecimento adicional, basta clicar aqui ou ligar para o Jo�o Pereira (919541505), para o Jo�o Vasco (965138780), ou para o V�tor Oliveira (919183911)

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sábado, março 22, 2003

No site Primeiras Edi��es do Jornal Expresso, publicado no dia 28 de Outubro de 2000, est� um texto interessant�ssimo do Fernando Madrinha que eu passo a citar.

O �Big Brother�, o Benfica e a morte do jornalismo

O JORNALISMO portugu�s vive uma fase cr�tica. E n�o vale a pena fingir que nada acontece, para disfar�ar comportamentos de profissionais e de empresas - ou dos seus respons�veis editoriais - que, se n�o forem corrigidos, h�o-de conduzir a uma descredibiliza��o veloz da honrada profiss�o de informar, se n�o mesmo ao fim dela. A import�ncia que a comunica��o assume nos dias de hoje alargou e fez prosperar um vasto campo de actividades e neg�cios paralelos ao jornalismo que nada t�m que ver com ele, mas se confundem e o influenciam num abra�o de morte.
� o caso dos muito requisitados assessores e adjuntos de imprensa, que circulam sem regra entre os corredores dos poderes p�blicos e as salas de redac��o, ora trabalhando abertamente para um ministro no seu gabinete, um empres�rio no seu escrit�rio, um sindicato, uma ordem ou outra organiza��o socioprofissional na sua sede, ora servindo-os disfar�adamente, mas com o mesmo denodo, na redac��o do jornal ou da r�dio para onde regressam depois de uma comiss�o de servi�o.
� o caso do jornalista que hoje escreve not�cias e reportagens, amanh� faz uma incurs�o na pol�tica, no dia seguinte vende a sua imagem para publicitar um banco ou um detergente e, num outro dia, volta � profiss�o de origem como se nunca a tivesse deixado.
� o caso da prolifera��o acelerada e do enriquecimento s�bito das chamadas empresas de comunica��o e imagem, que controlam a informa��o relativa aos seus clientes - seja um ministro, um autarca, um grupo econ�mico ou uma associa��o comercial -, ora dificultando e impedindo os jornalistas s�rios e empenhados de chegarem �s suas fontes ora promovendo apenas a informa��o conveniente e controlando os passos dos menos escrupulosos, sabe Deus por que meios e com que argumentos, eventualmente corruptores.
Nada disto � novo. Resulta dos males do tempo: a fragilidade dos princ�pios, a atrac��o dos poderes, a for�a do dinheiro, o desrespeito pontual ou sistem�tico por normas reguladoras - que at� existem, na maior parte dos casos -, a falta de vontade ou de firmeza dos poderes p�blicos e das organiza��es de classe para as fazerem cumprir, tanto aos profissionais como �s empresas.
Mas neste dom�nio da instrumentaliza��o dos �media� e dos seus profissionais - com a pressuposta aceita��o, se n�o mesmo o empenho militante de alguns deles e a complac�ncia dos seus �rg�os representativos -, o pa�s tem vindo a assistir a uma escalada que augura o pior e da qual se destacam dois exemplos das �ltimas semanas. Por um lado, a confus�o deliberada entre informa��o e entretenimento, que est� bem patente na forma como o principal jornal da TVI tem vindo a tratar e promover o programa �Big Brother�. Por outro lado, o alinhamento descarado da mesma TVI e da SIC com cada uma das candidaturas � presid�ncia do Benfica, fazendo campanha aberta - a TVI por Vilarinho e a SIC por Vale e Azevedo - sob o capa de informa��o isenta e desinteressada.
Na cobertura jornal�stica transmitida pelas duas esta��es, feita por jornalistas e, na apar�ncia, segundo crit�rios de mero interesse jornal�stico, era dif�cil distinguir a informa��o da propaganda. E os alinhamentos das mat�rias noticiosas confirmavam em absoluto a prefer�ncia por uma candidatura, n�o apenas em detrimento da outra, mas contra a outra, o que poderia at� aceitar-se - embora seja sempre sempre discut�vel em televis�es generalistas -, se a esta��o tivesse informado previamente que ia tomar partido.
A propaganda disfar�ada de not�cia, ou a not�cia ao servi�o de estrat�gias empresariais estranhas � pr�pria informa��o, equivale a explorar a boa f� do consumidor e � um embuste que s� pode prejudicar o jornalismo e a imagem daqueles que o produzem. Se persistirmos em contemporizar com tais procedimentos estaremos a comprometer a confian�a, a p�r em causa a credibilidade e a aceitar, a prazo, a morte do jornalismo como profiss�o, com regras de trabalho e princ�pios deontol�gicos muito pr�prios e bem definidos. Na televis�o, em especial, o lugar dos jornalistas ser� progressivamente tomado pelos comunicadores indiferenciados, t�o aptos a redigir ou apresentar uma not�cia, como um �script� de propaganda, como um programa de anima��o, como um �spot� de publicidade. Tudo em nome desse valor supremo que s�o as audi�ncias e por ordem desse �Grande Editor� que s�o os �shares�.


Qualquer semelhan�a com a realidade, � pura coincid�ncia (digo eu)...
Nunca como agora, com a guerra do Iraque, se questiona at� quando o jornalismo vai prevalecer.
Qualquer coment�rio, � s� clicar l� em cima.

sexta-feira, março 21, 2003

O C.I.T.I., Centro de Investiga��o para Tecnologias Interactivas, � uma unidade de investiga��o da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci�ncias Sociais e Humanas, criada em 1991. Neste site, existe um link para estudos de multim�dia, onde se podem ver alguns dos trabalhos feitos por alunos do M.B.A. europeu e da licenciatura em Ci�ncias da Comunica��o.


Um desses trabalhos, de autoria de Sara Rodrigues, intitula-se Futuro do Jornalismo Impresso e diz o seguinte:

Com o advento do jornalismo online, � pertinente interrogarmo-nos sobre o futuro dos jornais tradicionais, e dos jornalistas que neles trabalham. "Um novo meio nunca cessa de oprimir os velhos meios, at� que encontre para eles novas configura��es e posi��es" - refere McLuhan em "Os meios de comunica��o como extens�es do homem". J� n�o bastava a concorr�ncia da r�dio e (sobretudo) da televis�o, actualmente a impressa ainda � amea�ada pela emerg�ncia de um novo medium. Teme-se que o jornal em papel se torne cada vez mais um produto de consumo dispon�vel (e � cada vez mais comum encontr�-lo dispon�vel gratuitamente nos lugares p�blicos) para aqueles que n�o t�m possibilidade de consult�-lo na Internet (que est� tamb�m cada vez mais dispon�vel, donde alguns autores fa�am depender a morte do impresso das condi��es de acessibilidade � rede e velocidade de utiliza��o), se n�o for mesmo substitu�do por esse novo formato de informa��o.


� um texto interessante que pode ser consultado na �ntegra, clicando aqui.

quinta-feira, março 20, 2003

Mais um coment�rio interessante que foi colocado no f�rum eu eu criei. Pena o autor deste coment�rio pensar que eu sou uma ela!!!

R.A.G. diz o seguinte: "Eu concordo com vc em partes minha cara colega,o jornalismo,como tudo q existe no mundo,est� passando por uma adapta��o,como vc mesmo disse.Com a facilidade da internet,e as novas tecnologias para conex�es rapidas e baratas(fibras �pticas por exemplo podendo acomodar um trafego de at� 10 petabitz por segundo,dez mil vezes q a atual)com isso acredito q os jornais ficar�o mais para a parte ''excluida da sociedade'' q infelizmente ter�o q se contentar com os monopl�ios das emissoras,sendo q com este avan�o tecnol�gico,levar� as pessoas,como eu,a se informar por sites q em muitas ocasi�es s�o criados apenas para uma noticia e quem viu viu quem n�o viu paciensia,eu vejo q o jornalismo vai sofrer muito com isso,pois todos n�s sabemos q ele sempre da a noticia,m�s nunca explica nada,ta certo q algu�m se arriscou por esta not�cia e � justamente por isso q tenho raiva de certas emissoras e seus diretores responsaveis por explorar a vontade de uma pessoa para n�o dar o reconhecimento merecido e tendo q deixar seus ideais de lado como vc mesmo disse, a respeito de glamur de pedro bial e gloria maria s� se for pelo sal�rio pq pra mim eles s�o pessoas q falam oq ouvem,n�o s�o capazes de serem construtivos,dependem, dos outros,tanto para fazer uma mat�ria qto para narra-la com ''palavras modernas'' q chamem a aten��o do p�blico!!!"

Basta clicar aqui em cima para comentar...

sexta-feira, março 14, 2003

Faz hoje 3 meses que este blog foi criado e, tamb�m hoje, registei o visitante n� 500.
A todos os que por aqui passam e aqui deixam o seu coment�rio, o meu muito obrigado...