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Dica de webjornalismo.com.
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Na edi��o de ontem do jornal P�blico , a prop�sito da internet como fonte de informa��o, vem uma entrevista com o professor Ram�n Salaverr�a. Salaverr�a � director do Laborat�rio de Comunica��o Multim�dia da Universidade de Navarra e membro da equipa que est� a estudar o impacto da Internet nos "mass media" da Europa.
Para ler a entrevista na �ntegra, basta clicar aqui.
Na edição de hoje do jornal Público, na secção de Media, vem publicado um artigo de Paulo Miguel Madeira, intitulado "Empresas Preparam Possibilidade de Massificação dos Weblogs". Na mesma página, vem um artigo intitulado Jornalismo Desafiado por Novo Formato e uma lista de alguns "Weblogs" Portugueses Sobre Jornalismo. Um desses weblogs que vem referenciado pelo Público, é este, sobre o Fim do Jornalismo. Aqui fica, desde já, o meu obrigado.
A INTERNET é a salvação do jornalismo? Um interessante artigo no "Asia Times": "After the bubble years in which Internet publications burned through a phenomenal amount of other people's money, web journalism is starting to take off. It may hold ominous implications for newspapers globally, but it could well save journalism itself".
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Dica de Ponto Media.
Este texto serviu de base � minha tese de P�s-Especializa��o que tirei na Universidade Lus�ada do Porto sobre Jornalismo, Comunica��o e Internet. Aguardo os vossos coment�rios.
O FIM DO JORNALISMO?
O Estatuto do Jornalista est� consagrado na Lei n.� 1/99 de 13 de Janeiro e, no artigo 1� do Cap�tulo I, define-se o Jornalista como sendo �aquele que, como ocupa��o principal, permanente e remunerada, exerce fun��es de pesquisa, recolha, selec��o e tratamentos de factos, not�cias ou opini�es, atrav�s de texto, imagem ou som, destinados � divulga��o informativa pela imprensa, por ag�ncia noticiosa, pela r�dio, pela televis�o ou por outra forma de difus�o electr�nica�. No n.� 2 do mesmo artigo refere-se que n�o constitui actividade jornal�stica, �o exerc�cio de fun��es referidas no n�mero anterior, quando desempenhadas ao servi�o de publica��es de natureza predominantemente promocional, ou cujo objectivo espec�fico consista em divulgar, publicar ou, por qualquer forma, dar a conhecer institui��es, empresas, produtos ou servi�os, segundo crit�rios de oportunidade comercial ou industrial�.
No nosso pa�s, os jornalistas portugueses regem-se por um C�digo Deontol�gico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral, realizada em 22 de Mar�o de 1993.
Ultimamente, tem-se assistido a uma discuss�o que passa por saber se, de facto, o jornalismo e os jornalistas t�m o seu futuro assegurado ou, pelo contr�rio, t�m os seus dias contados. Na era da inform�tica e das novas tecnologias, come�a-se a confundir o Jornalista com o Fornecedor de Conte�dos e vice-versa. Acima de tudo, quer o jornalista, quer o fornecedor de conte�dos s�o comunicadores; s�o pessoas a quem cabe a dif�cil tarefa (por vezes), de levar a um determinado p�blico, a sua informa��o. O que distingue um do outro, � a forma como essa informa��o � tratada e levada ao p�blico. Por outro lado, saber se o fornecedor de conte�dos se pode �tornar� num jornalista, � outra das quest�es.
A mediatiza��o dos acontecimentos � outro dos aspectos que se tem que ter em conta, uma vez que, para um determinado assunto ter interesse e ser comentado e/ou falado na/pela sociedade, ele deve criar impacto. Isto, sem falar no �Agenda Keeping�.
No meio de tudo isto, gira um, chamemos-lhe poder que, na maioria das vezes, o p�blico em geral n�o pensa que existe; se pensa e se sabe que ele existe, ou n�o lhe atribui import�ncia, ou n�o quer saber disso para nada: refiro-me ao dinheiro, ao factor econ�mico.
Verdade seja dita, tudo gira em torno do dinheiro. Os jornalistas e/ou os fornecedores de conte�do, mais n�o s�o do que meros funcion�rios de uma empresa que, no final do m�s, lhes tem que pagar o ordenado. Os �rg�os de comunica��o social, sejam eles quais forem, mais n�o s�o do que meras empresas, cuja finalidade � a de obterem lucro. E, para obterem esse lucro, t�m que vender o seu produto: informa��o, entretenimento, ou qualquer outro. A forma como se obt�m esse lucro e/ou como � transmitido esse programa � que faz a diferen�a entre um jornalista e um fornecedor de conte�dos.
Ao olharmos para a Hist�ria, n�o s�o poucos os exemplos que podemos citar e que comprovam isso mesmo. Quando apareceu a r�dio, os jornais temeram pelo seu fim; quando apareceu a televis�o, os jornais e a r�dio pensaram que iam fechas as suas portas; com o aparecimento da Internet, os jornais, as r�dios e as televis�es, come�am a questionar-se at� que ponto ser�o substitu�das por esta. Ser� a Internet o futuro da informa��o e, por conseguinte, a �assassina� dos jornais, das r�dios e das televis�es? Ou ser� a Internet mais um motor de busca, onde tudo se encontra e que pode auxiliar os jornais, as r�dios e as televis�es?
O tradicional jornalista de imprensa � aquele que, de bloco de papel em punho, se aventura na busca de uma hist�ria; o jornalista de r�dio � aquele que, de gravador e microfone, se aventura, tamb�m, na busca de uma hist�ria; o jornalista de televis�o � aquele que, de microfone e c�mara de filmar, se aventura na busca de uma outra hist�ria. O fornecedor de conte�dos aventura-se, claro, na busca de uma hist�ria, munido de um bloco de folhas de papel, gravador, microfone e c�mara de filmar. Com todo esse material, pode fazer tudo aquilo que os outros tr�s fazem: escreve a not�cia para o jornal, transmite-a na r�dio e na televis�o e, ainda, difunde-a na Internet, por exemplo, atrav�s de v�deos multim�dia e, utilizando os mesmos textos que escreveu para o jornal.
Assim, no futuro pr�ximo, ser� que o jornalista e o jornalismo ir�o desaparecer? Ou, pelo contr�rio, ser� o conceito de jornalista e de jornalismo (que existe e tem existido at� hoje), que ir� acabar?
Veja-se, por exemplo, o caso da NTV. O jornalista, muitas das vezes, j� n�o sai em reportagem acompanhado de um rep�rter de imagem; ele entrevista, recolhe todas as imagens e todos os factos e, chegado � redac��o, ele edita a sua pe�a, monta-a e faz o seu grafismo. Tudo sozinho.
Para al�m disso, o dinheiro fala muito alto; por vezes, alto demais, dentro de um �rg�o de comunica��o social. A luta, hoje, j� n�o � a de quem tem o melhor �furo� jornal�stico ou quem tem os melhores contactos. A luta, hoje e no futuro, ser� a de saber quem tem maior audi�ncia, quem � mais lido, mais ouvido e mais visto. Nesse sentido, a busca de temas medi�ticos � porque s�o esses temas aqueles que a sociedade mais quer ver �, fazem com que, muitas vezes, se deixem de lado conceitos importantes como a integridade, a isen��o, o rigor, ou a credibilidade. Em nome do vale tudo e mais alguma coisa, desde que isso traga mais dinheiro e mais share, existe de tudo na comunica��o social. O querer subir mais depressa, o querer ser notabilizado dentro dos seus pares, o querer ser o melhor, por vezes, consegue-se da pior das formas, descurando-se os valores que regem o que deve ser um jornalista e qual deve ser o seu papel, na busca da informa��o.
Dessa forma, alguns defendem que o que tende a acabar � o bom jornalismo. Mas tamb�m se compreende porque, por muito que se goste do que se faz, � complicado fazer, muitas vezes, tantos sacrif�cios pela profiss�o... e, no fim, ser-se t�o mal remunerado. Existe tamb�m um crescer de mau jornalismo, ou pseudo-jornalismo, que � a procura incessante da pol�mica, das picardias, da especula��o. N�o basta o assunto em si ser medi�tico; � necess�rio, por vezes, vir-se para a pra�a p�blica lavar a roupa alheia. Para al�m disso, muitos s�o os �rg�os de comunica��o social que, frequentemente, recorrem ao �copy� e aos �paste� de outros �rg�os ou de ag�ncias noticiosas. Basta pegarmos num qualquer jornal e, ao lado da assinatura do jornalista, o asterisco remete-nos para fim do texto onde est� escrito �com ag�ncias�.
Jornalismo �, em �ltima inst�ncia... informar; e isso vai ter sempre raz�o de existir, seja qual for o nome que se lhe der, ou seja qual for a sua forma. Mas, qual ser� o conceito que vigorar�, nos pr�ximos anos?