segunda-feira, maio 26, 2003
E, acerca da relação dos jornalistas e do jornalismo com os blogs, o autor do artigo - Pedro Fonseca - refere que "...uma tendência sempre recorrente é equiparar ou confrontar os "blogs" com o jornalismo. São mundos que "não colidem", antes se realimentam, e assim deverá continuar a suceder - referiu a Computadores Dan Gillmor, o conhecido colunista do "San Jose Mercury News", do Silicon Valley, que está a preparar um livro onde aborda este assunto".
A seguir, "...mas estando os jornalistas sujeitos a um maior escrutínio por parte dos "bloggers", o que sucederá no campo mediático? "Não existe jornalismo objectivo, porque os jornalistas são humanos", lembrou Weinberger, enquanto os "blogs" introduzem uma nova dimensão, a da multi-subjectividade, que, sendo a expressão pública de diferentes pontos de vista, "vai transformar o que esperamos dos jornalistas". "Vão continuar a falar com quem não podemos mas com ligação a este espaço comunicativo".
Proen�a de Carvalho pede auto-regula��o para a Comunica��o Social
Media �versus� Justi�a
Proen�a de Carvalho, apontando o dedo ao poder que a Comunica��o Social tem vindo a adquirir, pede que seja criada uma auto-regula��o que obrigue os media a cumprir as regras. O advogado alertou ainda para a falta de rigor que os jornalistas mostram nas suas investiga��es.
O duelo entre exerc�cio da Justi�a e a opini�o p�blica �, segundo o advogado Proen�a de Carvalho, "t�o antigo como a humanidade". Hoje agudizado pelo poder e influ�ncia que os meios de Comunica��o Social ganharam em todos os sectores: correntes culturais, empresas, pol�tica, e, inevitavelmente, na Justi�a. Jornais, televis�es e r�dios abrem, cada vez mais, com casos de Justi�a, o que " � um fen�meno recente", disse o advogado. Se a este facto adicionarmos o aspecto de os meios de Comunica��o Social se terem empresarializado, os casos tratados na imprensa t�m, cada vez mais, "um tratamento na �ptica comercial, com particular visibilidade nas televis�es".
Proen�a de Carvalho disse que este fen�meno "gerou perplexidade no sector da Justi�a" que at� h� poucas d�cadas - quando este protagonismo come�ou a ter maior visibilidade - "vivia pacatamente entre processos". Tamb�m no campo da den�ncia, investiga��o e opini�o, os Meios de Comunica��o Social ganhou grande preponder�ncia. Opini�es livres sobre casos em investiga��o da Justi�a, que muitas vezes, levam a que as senten�as sejam dadas, sem que o r�u tenha sido julgado em tribunal".
A diferen�a...
Segundo o mesmo, � nos m�todos de investiga��o entre os Media e os utilizados no Sistema Judicial que reside a diferen�a. "Os jornalistas investigam sem as regras que as sociedades democr�ticas conseguiram alcan�ar", � uma investiga��o de tal forma que interfere e atropela princ�pios que regem os processos judiciais, acusou o jurista.
Actualmente, os jornalistas interrogam testemunhas, r�us e as pr�prias v�timas. E quando os casos da justi�a envolvem pessoas influentes, "o impacto da not�cia � muito mais nefasto do que a priva��o da liberdade".
� para prevenir situa��es destas que Proen�a de Carvalho defendeu, na quinta-feira � noite, numa confer�ncia sobre �A Justi�a e os Media�, organizada pelo conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados que se integra na II Semana do Advogado, este ano sob o tema �O Acesso ao Direito�, que "os media t�m que ser sujeitos a uma auto-regula��o e que exista uma autoridade que os obrigue ao cumprimento dessas regras".
Tamb�m presente na confer�ncia, o director do jornal �P�blico�, Jos� Manuel Fernandes, foi categ�rico ao dizer que "existe incompatibilidade entre o tempo dos media e da Justi�a". Hoje "vive-se sem profundidade" reflectida na rapidez com que os assuntos s�o tratados nos Media, lamentou o professor universit�rio.
Caixa:
Forma��o Indig�ncia...
Hoje os jornalistas saem das Escolas Superiores de Comunica��o Social com uma forma��o "indigente" acusa Jos� Manuel Fernandes. O director do di�rio �P�blico� e professor universit�rio continua dizendo que "saem pessoas muito superficiais, que n�o distinguem o que deve ser divulgado e o que deve ser amadurecido", situa��o que para ele tem que ser "contrariada". Este respons�vel defende tamb�m o combate "� infantiliza��o em que a sociedade vive actualmente".
sábado, maio 24, 2003
Para ler o texto na íntegra, clicar aqui.
Dica de webjornalismo.com.
Para enviar um e-mail para o autor deste artigo, Alex Fernández, clicar aqui.
sexta-feira, maio 23, 2003
O futuro do Jornalismo em debate
Na Universidade de Columbia, membros da Escola de Jornalismo, de outros departamentos e escolas e jornalistas reuniram-se de Outubro de 2002 a Mar�o de 2003 para debater como as Escolas de Jornalismo preparam os alunos para um mundo em constante mudan�a e qual o papel dos media na sociedade.
O Presidente da Universidade de Columbia referiu que o jornalismo e a imprensa livre s�o as institui��es mais importantes do mundo moderno. Disse tamb�m que �a democracia, a sociedade civil e os mercados livres n�o podiam existir sem os media�. Esta � uma profiss�o que ganha peso no mundo actual.
Para ele n�o � explic�vel que as press�es econ�micas afectem a qualidade do jornalismo. Acima de tudo, os jornalistas devem ter em considera��o o interesse p�blico.
As universidades devem fornecer aos estudantes conhecimentos e capacidades intelectuais que lhes permitam entender v�rias �reas. Ele acentua mesmo que as escolas profissionais devem real�ar as capacidades dos estudantes e explicar tudo o que possa familiarizar os jovens para o jornalismo. Para tal devem ser reajustados os cursos e criar novos programas ajustados a tais objectivos. A discuss�o deve ser privilegiada como m�todo nas aulas para que cada um possa desenvolver a sua perspectiva face a um assunto e assim, comunicar.
Paralelamente, os estudantes devem ter um elevado n�vel de conhecimentos sobre o tema que est�o a tratar porque o contexto � fundamental numa not�cia. N�o basta apenas relatar o evento, mas explicar do que se trata. Aqui surge o problema da especializa��o que pode levantar certos riscos: os jornalistas ficam vocacionados para uma audi�ncia espec�fica. � necess�rio ter uma vis�o abrangente e adaptar-se �s �reas que est�o em voga na sociedade.
A aprendizagem n�o deve ser apenas na sala de aula, mas deve estender-se a exerc�cios pr�ticos no decorrer do curso. O curr�culo n�o devia condicionar o sal�rio dos jornalistas e deviam ser criados benef�cios para incentivar os jovens.
Por �ltimo, mencionou que nunca teremos um sistema oficial de licenciatura de jornalistas e que ser jornalista sem diploma continua a ser uma realidade.
Dica de Diurnalis_Digitalis
O Futuro do Ensino Jornal�stico
A Universidade de Columbia reuniu um grupo de profissionais do jornalismo, no per�odo de Outubro a Mar�o deste ano, com o objectivo de criar um espa�o de discuss�o sobre uma poss�vel escola-modelo de jornalismo para o S�culo XXI. Nestes encontros reuniram-se jornalistas de v�rios �rg�os de comunica��o social, membros da Escola de Jornalismo e tamb�m alguns elementos de outros departamentos e escolas desta universidade.
Bollinger, mediador e impulsionador desta iniciativa, come�ou por lembrar a import�ncia que o jornalismo tem na sociedade civil moderna. A verdade � que o Jornalismo tem um grande destaque no mundo moderno, e define cada vez mais a sociedade global. Contudo, este destaca tamb�m o facto de existirem v�rios constrangimentos e press�es no exerc�cio jornal�stico.
No entanto, todas estas quest�es devem ser colocadas tendo em conta o papel da forma��o universit�ria na �rea jornalistica, afirma Bollinger. Desta forma, esclareceu de que modo uma escola de jornalismo deve proceder para que as compet�ncias dos futuros jornalistas sejam aquelas que se esperam. Um ponto essencial desta discuss�o foi a quest�o jornalista especializado vs jornalista polivalente. Bollinger defende que o o ensino do jornalismo deve munir os futuros profissionais de no��es b�sicas em diversas �reas, que permitissem ao aluno adquirir conhecimentos mais abrangentes do que os da sua pr�pria �rea. Por�m, reafirma a extrema necessidade de criar condi��es para a exist�ncia de um exerc�cio pr�tico extracurricular.
Mas o ensino do jornalismo ainda � atravessado por dificuldades, que passam pelos baixos sal�rios dos profissionais de jornalismo. Al�m disso, o facto de se poder ser jornalista sem uma forma��o espec�fica faz com que as pessoas enveredem pelo trabalho em vez da forma��o universit�ria.
Bollinger pretende contrariar esta tend�ncia, idealizando um ensino do jornalismo que seja essencial para a sua pr�tica.
Dica de Jornalista.com
terça-feira, maio 13, 2003
Na edi��o de ontem do jornal P�blico , a prop�sito da internet como fonte de informa��o, vem uma entrevista com o professor Ram�n Salaverr�a. Salaverr�a � director do Laborat�rio de Comunica��o Multim�dia da Universidade de Navarra e membro da equipa que est� a estudar o impacto da Internet nos "mass media" da Europa.
Para ler a entrevista na �ntegra, basta clicar aqui.
domingo, maio 04, 2003
Na edição de hoje do jornal Público, na secção de Media, vem publicado um artigo de Paulo Miguel Madeira, intitulado "Empresas Preparam Possibilidade de Massificação dos Weblogs". Na mesma página, vem um artigo intitulado Jornalismo Desafiado por Novo Formato e uma lista de alguns "Weblogs" Portugueses Sobre Jornalismo. Um desses weblogs que vem referenciado pelo Público, é este, sobre o Fim do Jornalismo. Aqui fica, desde já, o meu obrigado.
quinta-feira, maio 01, 2003
Esta reflexão poder-nos-á conduzir, à partida, a um conjunto de outras questões como: que jornalismo?, que jornalistas?, qual a influência dos media na formação da opinião pública?, ou, se preferirmos, que interacção?, ou tão simplesmente, que esperamos deste "simbólico" Século XXI?
No dizer de Jean Baudrillard "trata-se de uma espera mágica, ela própria milenarista, de não-parusia. Enquanto esperamos, paralisamos todos - uma catalepsia crescente, uma catatonia colectiva, de olhos postos na contagem decrescente. Mas este suspense é vazio: é como se todo o Século XX se esvaziasse da sua substância em poucos anos, como se reavaliasse e baixasse o nível das suas exigências até apagar os próprios vestígios da sua história".
Podemos dizer que, no imaginário deste fim de século, o "cybermundo" tomou o lugar que, durante tantos anos, foi de Mc Luhan, a partir do momento em que anunciou o fim da "galáxia de Gutenberg" e instituiu a sua "aldeia global".
Conhecemos a contemporaneidade de todas as "revoluções" informáticas e reconhecemos as alterações que elas produziram e produzem na nossa vida quer nos domínios económico, social e cultural, quer nos domínios da política e do religioso. Apercebemo-nos das transformações introduzidas, adaptamo-nos com rapidez e inventamos o futuro mesmo sabendo que a sua "evolução é imprognosticável".
O aliciante do debate à volta do tema "O Jornalismo no Século XXI" reside, precisamente, neste inventar o futuro mesmo sabendo como Paul Valery que "o futuro já não é o que era", ou acreditando como François Miterrand que "existe sempre um futuro para aqueles que pensam no futuro".
Como coordenador do tema cabe-me a tarefa de abrir caminhos, alinhar ideias, sugerir tópicos, mais do que defender o meu caminho, as minhas ideias e o meu objecto crítico ou de crítica. O importante é que o debate seja sério, intelectualmente; vivo e polémico quanto rigoroso; e prospectivo quanto permita a reflexão que cada um dos participantes revelar e comunicar no encontro temático.
Sendo assim, trago ao convívio e à consideração de cada um de vós, pequenos apontamentos de vários autores que, exercendo actividades tão diferentes, são, como todos nós, pessoas que pensam sobre as questões da comunicação de ontem e de hoje e tecem, igualmente, interessantes reflexões prospectivas. A intenção, ao transmiti-los, é o de alargar o horizonte dos argumentos e não o de limitar o acto criativo das vossas comunicações porque "a melhor forma de projectar o futuro é inventá-lo".
O texto pode ser lido na íntegra, clicando aqui.
Entretanto, o autor finaliza o texto da seguinte forma:
Por este caminho, para onde irá a imprensa? Os utilizadores estarão sempre dispostos a pagar a informação profissional, mas quem subscreverá um artigo sobre a guerra da Bósnia ou do Líbano? Quem pagará para ler um político? Quem financiará um inquérito que corra o risco de não ser terminado? De igual modo, quem assegurará a notoriedade das assinaturas? Sem o seu jornal, ninguém conhece John Markoff e portanto nem pensará em comprar-lhe um artigo. Mais uma vez. A tecnologia morde o próprio rabo.
sábado, abril 26, 2003
Em segundo lugar, a imagem de jornalista que passa para o público, e logo para os candidatos à profissão, é completamente errada. O dia-a-dia do jornalista não é feito de manchetes, de grandes entrevistas ou de artigos de opinião em que se pode até criticar o Presidente da República. A batalha diária é ouvir com humildade e paciência toda a espécie de gente: o homem do talho que presenciou o crime, o cientista que explica uma teoria, o político que envia recados indirectos ou o psicopata que se sente perseguido pelo vizinho. A todos é preciso ouvir com atenção e distinguir quando é que estamos em presença de uma notícia. E em caso afirmativo, passá-la para o grande público com fidelidade.
E para isto muitas capacidades são necessárias. A primeira, tal como outras profissões como a medicina, é a paixão. Ninguém aguenta ser médico ou jornalista a vida inteira se não tiver uma paixão pelo que faz. Porque os sacrifícios e a dedicação necessários exigem paixão. Mas não só: a sensibilidade para se fazer bem não está ligada à posse de um diploma. Está ligado ao chamado jeito ou queda ou feeling. Tal como para os médicos. As outras capacidades podem ser aprendidas nos bancos de uma faculdade: cultura geral, facilidade de expressão. Embora não seja isso que, de facto, se ensina.
Quero com isto dizer que todos, candidatos à profissão e profissionais, são vítimas de um mercado que quer vender cursos, apenas. Os candidatos, mais do que aqueles que a sociedade tem capacidade para absorver, deparam-se com estágios concedidos por favor em que nada ganham a não ser uma despedida ao fim de três meses. E os profissionais, a quem cabe dar formação prática aos mais novos, desesperam por ter de ensinar gramática, mais a composição do Governo e ainda explicar o facto que é notícia a um estagiário que já tem um diploma de licenciatura. Em quê ? Em jornalismo, não é de certeza, pensam eles.
Desculpem, para mim, está tudo mal. Era melhor começar do princípio. Aprender português, saber as leis com que nos cosemos, distinguir as organizações internacionais umas das outras e saber como se elege um presidente de uma câmara. Explicar como a profissão de jornalista é não ter horários, nem feriados, é estar atento 24 horas por dia, é ouvir humildemente qualquer maluco que se acha com razão, escrever uma notícia com verdades e ser odiado por isso. Para no fim do mês, receber um ordenado que não compensa nada disto. E a verdade é: quem não está disposto a tanto, pode esquecer a ambição de ser jornalista.
sexta-feira, abril 25, 2003
Os profissionais dos jornais, da rádio e da televisão quase todos os dias dão de caras com pequenas revoluções. Diários digitalizam-se. Rádios passam a emitir por inteiro sob a batuta de computadores. Estações de TV sofisticam-se com ferramentas caríssimas, destinadas a melhorar produtos e desempenhos. A Internet, rede de rede de computadores, está à espreita para entrar no dia-a-dia das redacções.
É inegável o papel importante das novas tecnologias na melhoria da qualidade do trabalho jornalístico. Mas, só por si, não fazem milagres. Há que aprender a utilizá-las sem abusar delas. Não basta a um jornalista ser um Schumacher dos computadores para se tornar num bom repórter.
Por outro lado, se as tecnologias não forem devidamente enquadradas na profissão, corre-se o risco de se transformar paulatinamente os jornalistas em tecno-jornalistas, embotando a suas capacidades de escrita, de observação, de questionamento crítico da realidade.
No entanto, neste momento, a tendência geral é mais para um sub-aproveitamento das potencialidades tecnológicas, resultante, por um lado, de alguma tecnofobia primária existente e, por outro, da falta de formação profissional adequada.
É no contexto de um ambiente profissional sujeito a transformações e adaptações cada vez mais rápidas que emerge a necessidade de pensar a posição do jornalista face às tecnologias. O problema é que em Portugal pouco ou nada se pensa ainda em torno desta disciplina.
As tecnologias não devem tornar-se, à custa de deslumbramentos, um fim para o jornalismo. Devem, antes, constituir um meio para ajudar os profissionais nas suas tarefas de recolha, selecção, tratamento e enquadramento da informação. As empresas não podem limitar-se a investir em novos materiais. Devem empenhar-se igualmente na massa cinzenta. Ainda está por inventar o bisturi que faça a operação enquanto o cirurgião fuma um cigarro no corredor...
No meio de tudo isto, dá para entender a forma algo desalentada como as gerações mais velhas de jornalistas olham hoje para a sua profissão.
O antigo repórter e Prémio Nobel da Literatura Gabriel Garcia Márquez dizia, no mês passado, durante a 52ª assembleia da Sociedade Inter-Americana de Imprensa, que as empresas estão lançadas numa cruzada feroz de modernização do material, relegando para mais tarde a aposta nas pessoas e na sua formação profissional.
O autor de «Cem anos de solidão» lembrou os bons velhos tempos, calorosos e artesanais, dos diários de outrora. Recordou o espírito de entreajuda, de amor à camisola e da paixão pelo ofício de escrever. E, como contraponto, largou uma frase afiada até ao tutano: «As redacções (actuais) são laboratórios assépticos para navegadores solitários onde parece mais fácil comunicar com fenómenos siderais do que com o coração do leitor. A desumanização é galopante.»
Paralelamente, criticou a minimização de que a reportagem tem sido vítima. A cultura da rapidez e imediatez ganha terreno todos os dias. A hora do fecho impõem-se implacavelmente. Sobra cada vez menos espaço para contar boas estórias. Estes são factores que, na sua perspectiva, contribuíram para o declínio da reportagem, género considerado o mais nobre da profissão.
Definitivamente, o jornalismo não tem evoluído à mesma velocidade das ferramentas colocadas ao seu dispor.