quarta-feira, junho 11, 2003

Comecei este f�rum, no passado m�s de Dezembro, por abordar a quest�o do fim do jornalismo. Entretanto, a Camila Barbieri, uma estudante brasileira de jornalismo, sugeriu-me que interligasse este tema, com o t�o pol�mico fim do diploma de jornalismo. Confesso que, a princ�pio, n�o achei o tema muito interessante, tanto mais que, aqui, em Portugal, essa quest�o nunca se colocou, uma vez que n�o existe essa obrigatoriedade de um jornalista ser formado em jornalismo para poder trabalhar num �rg�o de comunica��o social.
No entanto e, como muitos dos blogueiros que aqui passam s�o brasileiros e, como no Brasil esse � o "tema do dia", aqui fica o repto:
Ser� que o facto de n�o haver a obrigatoriedade do diploma em jornalismo para que os jornalistas possam trabalhar nessa �rea, pode "acelerar" o fim do conceito de jornalismo e dos jornalistas, tal qual o conhecemos hoje em dia?

Como sempre, aceitam-se coment�rios. Basta clicar ali em cima...
Apenas hoje me apercebi que foi colocado um coment�rio no Livro de Visitas deste blog, no dia 14 de Maio.
Aqui fica o seu conte�do, postado pela Andreia Pereira, a quem agrade�o.



N�o resisti a enviar um coment�rio ao artigo escrito no dia 26 de Abril, que se intitula "Cursos h� muitos". Como estudante de Comunica��o Social n�o podia deixar passar ao lado esta quest�o. A verdade � que, hoje em dia, as universidades preocupam-se mais em licenciar os alunos do que com as suas capacidades e aptid�es. Concordo consigo quando diz que o ensino do portugu�s devia ser mais frequente nas universidades, bem como o estudo das l�nguas em geral; n�o se compreende que os alunos tenham apenas l�nguas estrangeiras nos dois primeiros anos de curso (falo por experi�ncia pr�pria), quando na sua vida profissional v�o ter que lidar constantemente com outros idiomas.. A falta de consolida��o dos conhecimentos nas universidades aliada ao marasmo constante por parte dos alunos conduz a um grave problema: m� prepara��o do discente para a sua vida profissional. Acho que as universidades deviam partir do princ�pio de consciencializa��o dos alunos, mostrando-lhes os meandros da profiss�o, n�o de forma a desanimar ningu�m, mas expondo a realidade com a qual um dia se v�o confrontar. Refiro-me � falsa ideia de que os alunos pensam o jornalismo como uma profiss�o de sucessos e nunca de fracassos. O jornalismo tem por miss�o debater os problemas na sociedade, dando visibilidade a temas de interesse p�blico, no entanto, muitas vezes, a profiss�o esquece-se de se debater a si pr�pria... Felicito-o pela escolha do objecto de discuss�o. Concluo desta forma o meu �breve� coment�rio.

segunda-feira, junho 09, 2003

Mais uma opini�o no F�rum que eu criei. Desta vez foi a Aline Abboud que, apesar de "alguns" erros ortogr�ficos, diz o seguinte:
"Acredito ser uma falta de considera��o toda esta hist�ria de fim do jornalismo.Concordo que a profiss�o em si deveria sofrer uma revolu��o, mas n�o chegar ao fim. Atecnologia est� a� para facilitar as nossas vidas, e n�o tomar os nossos lugares, cabe a n�s lutar-mos, a final estamos ou n�o divulgando a not�cia?"

quarta-feira, junho 04, 2003

Quase por acidente, encontrei um texto no Poynter Online, com a seguinte pergunta:

Are Weblogs Journalism?

Diz o seguinte: "Wrong question. A weblog is an Internet text/image journal on the screen, in the majority of cases by an individual and personal in nature with the possibility of having a viewership far beyond one's own screen.
Can Journalists be Webloggers is the more important question. Taken as a given that journalists will use their training and education for accuracy, their passion for their material and reasoned articulation of their viewpoints, the freedom to publish what they consider news, analysis and commentary without the constraints of column inches, editorial cancellations, or other concerns, is in a lot of cases too much freedom.
Should Journalists be Webloggers? The answer is yes. For the reasons mentioned above and also to demonstrate good writing, which in the majority of webblog discussions is pointed to as why they don't do it. So step up to the plate and show us how it is done.
Weblogs are about passion and communication. They are not about money or fame. Seems to me that Journalism is about passion and communication
".
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Interessante, está também o comentário de José Luis Orihuela, do eCuaderno, que diz o seguinte:

El reciente artículo de Noah Shachtman en Wired News Blogs Make the Headlines, vuelve a poner sobre el tapete las siempre (enriquecedoras) polémicas relaciones entre weblogs (bitácoras) y Periodismo.

De entrada me viene a la mente el debate en el Poynter: Are Weblogs Journalism? y la contundente y acertada afirmación del comienzo: Wrong question, que ayuda a centrar y calibrar el tema. Los blogs son muchas cosas, eventualmente Periodismo, pero no por ser blogs son Periodismo.

Desde el mismo Poynter seguimos el tema con el blog de Mike Wendland y Debbie Wolfe (no actualizado) Online Journalism and Reporting with the Internet, y sobre todo con el blog de obligada referencia para el periodismo digital: Romenesko's MediaNews.

Los iniciados celebran los artículos de J.D. Lasica en la USC Online Journalism Review, Blogging as a Form of Journalism, Weblogs: A New Source of News, y When Bloggers Commit Journalism, también su página de recursos: Weblogs and Other New Forms of Journalism, y por supuesto, su blog: New Media Musings.

Hay blogs de medios (por ejemplo los del Star Tribune y The Guardian), y abundan los de columnistas: es muy famoso el de Dan Gillmor. Pero el Periodismo aún no acaba de comprender la importancia de las bitácoras.

Aunque el comienzo de los blogs y su concepto se remontan a Jorn Barger (1997), el despertar del para-periodismo online hay que datarlo en 1995 cuando Matt Drudge comienza a publicar el Drudge Report que alcanzó la fama el 17 de enero de 1998 al revelar la exclusiva que dejó pasar Newsweek, el affaire Clinton-Lewinsky.

Los blogs se han convertido en una valiosa fuente para los medios, una especie de servicio de alerta temprana que les pone sobre la pista de temas a seguir. Como viene ocurriendo con toda la revolución digital (vean estos apuntes de 1996) los weblogs exigen a la industria mediática y a la profesión periodisítica repensar y redefinir su identidad, sus competencias y su formación académica.

Hoy, los blogs, los compiladores de noticias (imente), la sindicación de contenidos (Moreover, NewsIndex), el periodismo de código abierto o blogs comunitarias (Slashdot y Barrapunto), y la distribución de boletines y noticias por correo-e, vuelven a poner sobre aviso al periodismo: hay otra revolución en marcha.



E eu pergunto: será que os blogs vão substituir os jornais e as rádios? Aceitam-se comentários.

terça-feira, junho 03, 2003

O jornal O Comércio do Porto completou esta segunda-feira, 149 anos "entrando assim no primeiro dia do seu século e meio ao serviço da informação", tal como escreve no editorial, a directora-interina, Fátima Dias Iken.
Para todos os meus colegas de profissão e não só, os meus parabéns...

domingo, junho 01, 2003

O jornalista Orlando de Sousa Castro, no seu site, faz a pergunta: Então onde param os Jornalistas?
E responde: Cada vez mais a máquina comercial que comanda a Imprensa impõe regras que fazem dos jornalistas uma espécie em extinção e que tende a ser substituída pelos autómatos de serviço nas redacções. Todos (?) nos recordamos que quando um cão morde um homem, isso não é notícia. Notícia será (seria) se o homem mordesse o cão. Em alguns jornais nada disto é verdade. Só pede para sair quem, afinal, quer ficar. O comodismo é a esterilidade da criação - urge reagir. O possível faz-se sem esforço. Entre a ignorância e a sabedoria só vai o tempo de chegar a resposta.
Pensa que é bom Jornalista só porque assina textos? Então poderá pensar também que é um bom pintor só porque conhece as cores do arco-íris. Enquanto uns perguntam o que não sabem e só são ignorantes durante o tempo que leva a chegar a resposta, outros preferem ficar ignorantes toda a vida. Os Jornalistas não escapam à regra. No jornalismo é cada vez mais comum confundir a crítica com a traição, o contraditório com a desobediência. Como Jornalista não preciso de ninguém que esteja sempre de acordo comigo - para isso basta a minha sombra.

quinta-feira, maio 29, 2003

Um artigo interessante sobre o futuro das escolas de jornalismo (e, consequentemente, do fim do jornalismo? pergunto eu), em "Columbia dean's great ideas ignore basics"

E, ainda, uma espécie de resposta aos que vaticinam o fim do jornalismo cívico em "Civic journalists say they are here to stay"


Dica de Ponto Media

segunda-feira, maio 26, 2003

No suplemento de hoje dedicado aos computadores do Jornal Público, vem um artigo interessante dedicado aos blogs intitulado 'Falar de 'Blogs'.

E, acerca da relação dos jornalistas e do jornalismo com os blogs, o autor do artigo - Pedro Fonseca - refere que "...uma tendência sempre recorrente é equiparar ou confrontar os "blogs" com o jornalismo. São mundos que "não colidem", antes se realimentam, e assim deverá continuar a suceder - referiu a Computadores Dan Gillmor, o conhecido colunista do "San Jose Mercury News", do Silicon Valley, que está a preparar um livro onde aborda este assunto".

A seguir, "...mas estando os jornalistas sujeitos a um maior escrutínio por parte dos "bloggers", o que sucederá no campo mediático? "Não existe jornalismo objectivo, porque os jornalistas são humanos", lembrou Weinberger, enquanto os "blogs" introduzem uma nova dimensão, a da multi-subjectividade, que, sendo a expressão pública de diferentes pontos de vista, "vai transformar o que esperamos dos jornalistas". "Vão continuar a falar com quem não podemos mas com ligação a este espaço comunicativo".
Este artigo, da autoria da jornalista Isabel Fernandes, foi publicado no passado s�bado, 24 de Maio, no jornal O Primeiro de Janeiro, a prop�sito da II Semana do Advogado. Numa altura em que se fala na justi�a e nos media, veio mesmo a calhar este evento. Afinal, onde � que acaba o papel dos media e come�a a justi�a? O que � um e o que � o outro?

Proen�a de Carvalho pede auto-regula��o para a Comunica��o Social

Media �versus� Justi�a


Proen�a de Carvalho, apontando o dedo ao poder que a Comunica��o Social tem vindo a adquirir, pede que seja criada uma auto-regula��o que obrigue os media a cumprir as regras. O advogado alertou ainda para a falta de rigor que os jornalistas mostram nas suas investiga��es.

O duelo entre exerc�cio da Justi�a e a opini�o p�blica �, segundo o advogado Proen�a de Carvalho, "t�o antigo como a humanidade". Hoje agudizado pelo poder e influ�ncia que os meios de Comunica��o Social ganharam em todos os sectores: correntes culturais, empresas, pol�tica, e, inevitavelmente, na Justi�a. Jornais, televis�es e r�dios abrem, cada vez mais, com casos de Justi�a, o que " � um fen�meno recente", disse o advogado. Se a este facto adicionarmos o aspecto de os meios de Comunica��o Social se terem empresarializado, os casos tratados na imprensa t�m, cada vez mais, "um tratamento na �ptica comercial, com particular visibilidade nas televis�es".

Proen�a de Carvalho disse que este fen�meno "gerou perplexidade no sector da Justi�a" que at� h� poucas d�cadas - quando este protagonismo come�ou a ter maior visibilidade - "vivia pacatamente entre processos". Tamb�m no campo da den�ncia, investiga��o e opini�o, os Meios de Comunica��o Social ganhou grande preponder�ncia. Opini�es livres sobre casos em investiga��o da Justi�a, que muitas vezes, levam a que as senten�as sejam dadas, sem que o r�u tenha sido julgado em tribunal".

A diferen�a...

Segundo o mesmo, � nos m�todos de investiga��o entre os Media e os utilizados no Sistema Judicial que reside a diferen�a. "Os jornalistas investigam sem as regras que as sociedades democr�ticas conseguiram alcan�ar", � uma investiga��o de tal forma que interfere e atropela princ�pios que regem os processos judiciais, acusou o jurista.

Actualmente, os jornalistas interrogam testemunhas, r�us e as pr�prias v�timas. E quando os casos da justi�a envolvem pessoas influentes, "o impacto da not�cia � muito mais nefasto do que a priva��o da liberdade".

� para prevenir situa��es destas que Proen�a de Carvalho defendeu, na quinta-feira � noite, numa confer�ncia sobre �A Justi�a e os Media�, organizada pelo conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados que se integra na II Semana do Advogado, este ano sob o tema �O Acesso ao Direito�, que "os media t�m que ser sujeitos a uma auto-regula��o e que exista uma autoridade que os obrigue ao cumprimento dessas regras".

Tamb�m presente na confer�ncia, o director do jornal �P�blico�, Jos� Manuel Fernandes, foi categ�rico ao dizer que "existe incompatibilidade entre o tempo dos media e da Justi�a". Hoje "vive-se sem profundidade" reflectida na rapidez com que os assuntos s�o tratados nos Media, lamentou o professor universit�rio.

Caixa:
Forma��o Indig�ncia...

Hoje os jornalistas saem das Escolas Superiores de Comunica��o Social com uma forma��o "indigente" acusa Jos� Manuel Fernandes. O director do di�rio �P�blico� e professor universit�rio continua dizendo que "saem pessoas muito superficiais, que n�o distinguem o que deve ser divulgado e o que deve ser amadurecido", situa��o que para ele tem que ser "contrariada". Este respons�vel defende tamb�m o combate "� infantiliza��o em que a sociedade vive actualmente".

sábado, maio 24, 2003

�Qué futuro nos espera a los periodistas digitales?


Para ler o texto na íntegra, clicar aqui.

Dica de webjornalismo.com.
Para enviar um e-mail para o autor deste artigo, Alex Fernández, clicar aqui.