quarta-feira, janeiro 14, 2004

A Federação Europeia de Jornalistas e a Federação Internacional de Jornalistas emitiram um comunicado de apoio aos jornalistas portugueses, Paula Martinheira e Manso Preto, que se recusaram a divulgar as suas fontes ao tribunal.

O documento considera que os dois casos portugueses "reflectem uma tendência crescente das autoridades de toda a Europa para assediar jornalistas de investigação", o que a não ser travado poderá revelar-se "devastador para a liberdade de imprensa e para a democracia".

Dica de Sindicato dos Jornalistas

terça-feira, janeiro 13, 2004

Mota Amaral

O presidente da Assembleia da Rep�blica afirmou ontem "peremptoriamente a sua frontal oposi��o a qualquer forma de censura � imprensa". Mota Amaral garantiu � direc��o do Sindicato dos Jornalistas que numa eventual altera��o da Lei de Imprensa "n�o est� minimamente em causa a liberdade de imprensa".

No entanto, real�ou que al�m da liberdade de imprensa tem que haver tamb�m uma "responsabilidade de imprensa". Ou seja, a imprensa tem que ser respons�vel nos actos que pratica e deve ser responsabilizada quando ultrapassa os limites legais. "� plena liberdade de imprensa deve corresponder efectiva e eficaz responsabilidade dos operadores da comunica��o social (empresas e jornalistas)", afirmou o gabinete do presidente numa nota � comunica��o social sobre o encontro com o sindicato.

domingo, janeiro 11, 2004

O Clube de Jornalistas, que acaba de festejar o seu 20º aniversário, vai ter um programa com o seu nome n´"A Dois". O programa será semanal, terá a duração de 50 minutos, irá para o ar aos domingos, às 19 horas e constituirá o único espaço existente nas televisões portuguesas dedicado exclusivamente ao mundo da informação.
Em estúdio estarão um pivot e três convidados que analisarão o tratamento dado pelos media nacionais e internacionais a grandes acontecimentos. Previamente, serão também gravadas pequenas reportagens e depoimentos de jornalistas e personalidades, de algum modo ligadas ao mundo da informação.
Ao longo das emissões serão abordadas, entre muitas outras, questões ligadas ao ensino do jornalismo, à imprensa regional, à imprensa desportiva, à memória do jornalismo, à utilização da língua portuguesa nos media nacionais, aos bastidores das redacções ou à legislação do sector.
O Clube de Jornalistas, que ao longo dos seus 20 anos de vida criou os Jogos de Jornalistas, os Prémios Gazeta (os mais prestigiados do País na área do jornalismo) e a Revista "JJ- Jornalistas e Jornalismo", inicia o ano de 2004 com duas novas iniciativas de grande alcance no mundo da informação em Portugal - este programa televisivo e um sítio na Net também destinado a analisar e a debater o mundo da informação em todas as suas vertentes.

Este programa conta com a participação da Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa.

Coordenado por Ribeiro Cardoso, os entrevistadores serão Ribeiro Cardoso, Estrela Serrano, Maria Flor Pedroso e António Borga e tem, no Conselho Editorial, Mário Mesquita, Estrela Serrano, Fernando Correia, Eugénio Alves, Ribeiro Cardoso, António Borga, Maria Flor Pedroso, Carla Martins,Patricia Fonseca Daniel Ricardo. O Produtor delegado da RTP é João Pedro Rodrigues.

Jornalismo Jurídico em Aveiro

O Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração organiza, com o apoio do Sindicato dos Jornalistas, um curso de Jornalismo Jurídico, com início previsto para 30 de Janeiro.
O curso decorrerá até Junho, com um total de 120 horas, em suporte de blended-learning e sessões às sextas-feiras à noite e aos sábados de manhã.

O curso destina-se a jornalistas, a outros profissionais de comunicação e, ainda, a estudantes com o grau de bacharelato.

Para mais informações, assim como o respectivo programa, contactos e valores a pagar, basta clicar aqui.

sábado, janeiro 10, 2004

Liberdade de Imprensa


“O Sindicato dos Jornalistas não compreende qualquer alteração legislativa que conduza a maiores limitações à liberdade de imprensa”, afirmou em comunicado divulgado ontem, em que dá conta do seu pedido de uma reunião com carácter de urgência ao presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, e à presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Assunção Esteves.

Por outro lado, Durão Barroso afirmou ontem, em Coimbra, que "não se justifica nenhuma limitação à liberdade de imprensa". "A liberdade de imprensa, para mim, é sagrada", insistiu, sublinhando que "o importante é aplicar as leis do Estado de Direito Democrático", afirmando que "todos nós, políticos, magistrados e jornalistas, estamos obrigados a cumprir a lei e a lei - não só a lei ordinária mas a própria Constituição - impõe o respeito pelo segredo de justiça".

Também Jorge Castro, num artigo de opinião publicado no Notícias Lusófonas, escreve que "... há sobejas provas de que alguns deles [Jornalistas] julgam que estão [acima da lei], tal a forma irresponsável como prestam o seu serviço. Na ânsia de uma boa manchete, assiste-se a (quase) tudo, menos a jornalismo.


Uma coisa é certa: onde é que está o segredo de justiça, neste País, e quem é que o cumpre? Por outro lado, muitos jornalistas usam e abusam da liberdade de imprensa para dizerem e fazerem tudo o que lhes vai na alma... ou estarei enganado???

terça-feira, janeiro 06, 2004

O sigilo jornalístico é um dever, não é um privilégio de classe


“O sigilo jornalístico consagrado na Constituição da República Portuguesa é um valor essencial à liberdade de informação”, afirma o Manifesto em defesa de Manso Preto e Paula Martinheira hoje divulgado pela Direcção e o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas.
O documento lembra a situação em que se encontram Manso Preto e Paula Martinheira, dois profissionais a braços com a justiça por recusarem revelar as suas fontes de informação, e exorta os jornalistas “à observância intransigente de regras tão sagradas como o dever de sigilo”.

O manifesto pode ser lido na íntegra, aqui.

segunda-feira, janeiro 05, 2004

Congressos de Ci�ncias da Comunica��

Tr�s congressos de Ci�ncias da Comunica��o decorrer�o na Covilh�, de 21 a 24 Abril de 2004, reunindo as comunidades acad�micas lus�fonas e ib�ricas para tornar p�blico o estado da pesquisa cient�fica nos diferentes pa�ses e lan�ar pontes para a internacionaliza��o da respectiva investiga��o.
Dedicados aos temas da Informa��o, Identidades e Cidadania, os congressos, que decorrer�o na Universidade da Beira Interior (UBI), s�o o III Sopcom, organizado pela Sociedade Portuguesa de Ci�ncias da Comunica��o; o VI Lusocom, que reunir� investigadores portugueses, brasileiros e doutros pa�ses lus�fonos; e o II Ib�rico, centrado na an�lise da investiga��o efectuada em Portugal e Espanha.

Todos os interessados em apresentar comunica��es aos congressos t�m at� dia 31 de Janeiro para submeter as suas propostas aos coordenadores das 16 mesas tem�ticas que constituem os encontros.

Dica de Sindicato dos Jornalistas

quarta-feira, dezembro 31, 2003

APCT

A Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação divulgou ontem os dados das vendas dos jornais em Portugal.

O "Correio da Manhã" manteve a liderança das vendas entre os jornais diários generalistas nos primeiros nove meses de 2003, seguido de perto pelo "Jornal de Notícias".

Neste segmento, apenas os jornais populares registaram aumento de vendas nos três primeiros trimestres do ano: o "24 Horas", 36,24 por cento; e o "Correio da Manhã", 16,02 por cento. Mas as vendas do primeiro baixaram no terceiro trimestre face aos meses precedentes, enquanto as do "Correio da Manhã" subiram.

A posição relativa entre o "Diário de Notícias" e o "24 Horas" inverteu-se face aos valores de há três meses, tendo o primeiro recuperado o quarto lugar nas vendas de diários generalistas, mas apenas 27 exemplares acima dos 49.033 do "24 Horas", o que acaba por ser um "empate técnico".

Face a igual período de 2002, os dados agora conhecidos representam uma subida de 16 por cento para o "Correio da Manhã" e uma descida ligeira, de 0,53 por cento, para o "Jornal de Notícias", alargando-se o intervalo que separa os dois títulos para 7289 exemplares, quando em Junho era de apenas 4289.

Outra distância que se alargou foi a que separa o "Público", que mantém a terceira posição, do "Diário de Notícias", em quarto lugar na circulação paga (que inclui as vendas em banca e as por assinatura). Os valores relativos aos primeiros três trimestres do ano representam uma descida homóloga de 0,97 por cento para o "Público" e de 7,18 por cento para o "DN", o que alarga a distância entre os dois de 5127 exemplares de Janeiro a Junho para 6046 de Janeiro a Setembro.


Uma dúvida que me assola: estarão estes dados correctos, ou seja, os números que os jornais divulgam à APCT correspondem à realidade?

segunda-feira, dezembro 29, 2003

2004

O que reserva 2004 para o jornalismo portugu�s? Que volta seria necess�rio dar-se para que o nosso jornalismo se voltasse a escrever, de novo, com J mai�sculo?

Aceitam-se cr�ticas, d�vidas, opini�es e pareceres. Basta comentar ali em cima ou enviar-me um e-mail.

segunda-feira, dezembro 15, 2003

Nos últimos anos publicaram-se dezenas de títulos relacionados com os "media" e o jornalismo, num claro contraponto com um passado ainda recente. Só a Colecção Comunicação, da editora Minerva Coimbra, subdividida nas séries Jornalismo, Media e Teorias, publicou uma trintena de livros desde 1997.
Para além disso têm aparecido, em várias editoras, colecções dedicadas a estas temáticas, que vão lançando regularmente novos títulos.

Os artigos podem ser lidos na secção de Media da edição de ontem do Público.

Este é um bom sinal, numa altura em que este sector atravessa algumas dificuldades no nosso País...