terça-feira, maio 18, 2004

Vector 21


Brevemente, os jornais de língua portuguesa estarão acessíveis através da Internet.

De acordo com o administrador da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, os jornais oficiais dos países de língua portuguesa, incluindo o Diário da República, deverão passar a estar acessíveis a partir de um portal, cuja proposta de criação deverá estar para breve.

O objectivo da criação deste portal é aproveitar as potencialidades das novas ferramentas das tecnologias de comunicação e informação para difundir os conteúdos dos jornais oficiais de língua portuguesa.

Dica de O Jornalista

quarta-feira, maio 12, 2004

Queixa Arquivada

Queixa Arquivada


O Minist�rio P�blico do Tribunal de Almada arquivou a queixa que dois elementos da Pol�cia Judici�ria de Set�bal apresentaram contra a directora do jornal "O Independente" e o jornalista Manso Preto por alegada difama��o, disse ontem fonte judicial citada pela Lusa.

Em causa estava a manchete da edi��o de 8 de Novembro de 2002 daquele seman�rio intitulada "Judici�ria protege traficantes" e que, no interior, continha uma entrevista de Manso Preto com o pescador F�lix Rolo.

Fonte: P�blico.


Pergunto: ser� que o processo de difama��o, do qual seremos alvo, a prop�sito deste blog, ter� o mesmo destino. Eu, por mim, vou em frente at� �s �ltimas consequ�ncias mas, at� agora, ainda ningu�m foi intimado pelo MP...

terça-feira, maio 04, 2004

Os dez piores pa�ses para os jornalistas

Os dez piores pa�ses
para os jornalistas


O Comit� para a Protec��o dos Jornalistas divulgou ontem a lista dos dez piores pa�ses para se ser Jornalista.

A classifica��o foi efectuada tendo em conta os territ�rios em que a liberdade de imprensa tem vindo a ser mais amea�ada e os jornalistas agredidos, encarcerados ou mesmo, mortos.

O Iraque surge, como � �vbio, no topo na lista, onde 25 jornalistas morreram desde Mar�o de 2003, data em que as tropas dos EUA entraram no pa�s. Segue-se Cuba, cuja segunda posi��o � atribu�da ao facto de os 29 jornalistas presos no ano passado, acusados de trai��o, terem sido condenados a longas penas de pris�o.

Em terceiro lugar encontra-se o Zimbabu�.
Os restantes pa�ses inclu�dos nesta lista, s�o o Turquemenist�o, Bangladesh, China, Eritreia, Haiti, Cisjord�nia e a Faixa de Gaza e, por �ltimo, a R�ssia.

Fonte: Comit� para a Protec��o dos Jornalistas

segunda-feira, maio 03, 2004

Barriga vazia

Jornalistas (sobre)vivem
com a barriga mais vazia


Hoje � o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e, por isso, o resultado � conhecido: produtores de conte�dos 1, Jornalistas 0

Sempre que assinalam uma data importante para a sua profiss�o, os jornalistas n�o esquecem aqueles que, de entre si, t�m tombado ou sofrido no cumprimento da sua miss�o profissional de escutar o pulsar do Mundo, de testemunhar o andamento ou os retrocessos da Hist�ria, de procurar compreender as tens�es e explicar os percursos e as evolu��es. Hoje, 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, os jornalistas evocam especialmente os seus companheiros que arriscam a integridade f�sica em cen�rios de conflito e os que neles pereceram sem, dizemos n�s (santa ingenuidade!), perder de vista os que todos dias n�o sabem se devem ser livres de barriga vazia ou amorda�ados com ela cheia...

Para ler na �ntegra este texto, basta clicar aqui.

A prop�sito de Liberdade de Imprensa, ou Liberdade de Express�o, n�o percam os mais recentes desenvolvimentos do Di�rio de um Jornalista.

Liberdade de Imprensa

3 de Maio, Dia da Liberdade de Imprensa. A prop�sito, o Sindicato dos Jornalistas reafirma o seu empenho na luta por �melhores condi��es de trabalho para os jornalistas e de respeito pelos seus direitos e garantias, como condi��o essencial para o exerc�cio livre da profiss�o�.

Como eu gostava de acreditar...

quarta-feira, abril 28, 2004

Jornalistas despedidos

Jornalistas despedidos por escreverem num blogue


Ainda aqui n�o tinha colocado nenhum texto a prop�sito do facto de tr�s jornalistas do jornal "O Primeiro de Janeiro" terem sido despedidos por escreverem o "Di�rio de um Jornalista". O principal motivo dessa minha op��o, deve-se �nica e exclusivamente, ao facto de eu ter sido um dos visados.
Contudo, aqui ficam algumas refer�ncias a in�meros blogues, sites e jornais que, � sua maneira, se t�m manifestado um pouco por toda a blogosfera.




Muitos mais existem; n�o os consigo � identificar a todos. Contudo, aqui ser�o acrescentados, � medida que os for descobrindo.

Por �ltimo, queria deixar aqui, tamb�m, uma palavra de agradecimento a todos aqueles e-mails e coment�rios que nos t�m chegado. Cabe ao p�blico e � justi�a (onde � que ela anda...) tirar as suas ila��es e avaliar quem tem, no fundo, raz�o.
Uma vez mais, obrigado a todos...

quinta-feira, abril 22, 2004

Coes�

Investigadores de Comunica��o defendem coes�o entre pa�ses Lus�fonos e Ib�ricos


A import�ncia de uma maior coes�o entre os pa�ses lus�fonos e ib�ricos no campo da investiga��o em ci�ncias da comunica��o e a necessidade de uma crescente internacionaliza��o foi ontem destacada por v�rios intervenientes no arranque do III congresso da SOPCOM -Associa��o Portuguesa de Ci�ncias da Comunica��o), o VI Lusocom (Federa��o das associa��es lus�fonas de ci�ncias da comunica��o) e II Congresso Ib�rico de Ci�ncias da Comunica��o, que este ano decorrem em simult�neo na Universidade da Beira Interior, na Covilh�.

Dica de P�blico

quarta-feira, abril 21, 2004

Parlamento Europeu

Parlamento Europeu debate riscos para a Liberdade de Express�o e Informa��o


O Parlamento Europeu agendou para ontem � tarde o debate de uma proposta de resolu��o sobre liberdade de express�o e de informa��o na Uni�o onde se defende que "a posi��o dominante de uma empresa do sector dos meios de comunica��o social no mercado de um Estado-membro deve ser considerada como um entrave ao pluralismo dos meios de comunica��o social na Uni�o Europeia" e que, "ao n�vel europeu, conviria adoptar uma legisla��o que vise proibir que personalidade pol�ticas ou candidatos detenham interesses econ�micos importantes nos meios de comunica��o social".

Dica de P�blico

sexta-feira, abril 16, 2004

Who can repair journalism's image?

Who can repair journalism's image?


Randy Dotinga, correspondente do "The Christian Science Monitor", responde aqui

Dica de Ponto M�dia

quinta-feira, abril 15, 2004

Manual para lidar com Jornalistas

Manual para lidar com Jornalistas


A obra "Ex�rcito e Imprensa", que � hoje lan�ada em Lisboa, tem por miss�o explicar como � que os oficiais do Ex�rcito se relacionam com a imprensa escrita e como � que lidam com as limita��es impostas � comunica��o pela Lei da Defesa Nacional. Numa altura em que se sucedem as obras onde jornalistas analisam as opera��es militares em curso no mundo, os autores, Miguel Machado e S�nia Carvalho, fazem uso da sua anterior experi�ncia no servi�o de rela��es p�blicas do Ex�rcito para reflectirem sobre se pode ou n�o a institui��o militar ser pr�-activa na comunica��o, e se deve ou n�o atender a urg�ncia dos jornalistas, sob pena de vir a ser acusada de "secretismo".

No livro, publicam-se as conclus�es de um inqu�rito a jornalistas e, em anexo, informa��es �teis para o leitor menos habituado a estes meios, como o C�digo Deontol�gico dos Jornalistas e as linhas de orienta��o para a comunica��o dos militares com jornalistas.

"O Ex�rcito e a Imprensa", editado pela Pref�cio, � hoje apresentado publicamente no edif�cio da R�dio Renascen�a, na Rua Ivens em Lisboa. Tem 132 p�ginas e � posto � venda por 16 euros.

Dica de P�blico

segunda-feira, abril 05, 2004

Di�rio de um jornalista

Di�rio de um Jornalista


Eis um blog que retrata o dia-a-dia da redac��o do jornal onde trabalho. At� agora, aderiram cinco jornalistas, eu inclu�do. S�o bem interessantes alguns dos posts...

Clicar aqui para aceder ao �nosso� di�rio.

sexta-feira, março 26, 2004

Informa��o desportiva

Virtudes e defeitos
da Informa��o Desportiva


O Instituto Nacional do Desporto (IDP) prop�e-se dissecar, numa confer�ncia internacional agendada para o pr�ximo m�s, em Lisboa, a not�cia desportiva e a sua correla��o com a sociedade, o idioma e a estat�stica.

O IDP e a IASI - International Association for Sports Information - v�o promover, nos pr�ximos dias 14 e 16 de Abril, osdebate �Os novos desafios da Informa��o Desportiva�. Acima de tudo, pretende-se que este debate, a decorrer na cidade de Lisboa, �seja um instrumento de promo��o e debate sobre temas estruturais da documenta��o e informa��o desportiva�.

No dia 14, Gretchen Ghent, respons�vel pela documenta��o desportiva na Alemanha e Alain Poncet, presidente da Comiss�o da IASI, ser�o os oradores de honra, sendo que este �ltimo far� incidir a sua ora��o nas redes de informa��o desportiva. No segundo dia, Bruno Rossi Mori ir� mencionar quest�es estat�sticas, enquanto Jill Haynes ir� falar sobre publica��es no desporto. No �ltimo dia, o ponto alto ser� o f�rum designado �Poder e Informa��o�, com um painel ainda por definir.

Jos� Eduardo Cordovil, presidente do IDP salienta que este f�rum tem �v�rias vertentes de an�lise, da utiliza��o da documenta��o � linguagem, passando pelo impacto da organiza��o social e das rela��es de poder�. O intuito, acrescentou, �� proporcionar, a todos os que se dedicam profissionalmente ou n�o � problem�tica da informa��o na �rea do desporto, a oportunidade de colocarem quest�es sobre os mais variados aspectos�.

O IDP considera, no entanto, a promo��o da l�ngua portuguesa uma mat�ria essencial e, desse modo, vai tamb�m este ser um tema abordado. Tratando-se de uma confer�ncia internacional, Jos� Eduardo Cordovil salienta que �� obrigat�rio estabelecer pontos de contacto no �mbito da terminologia das outras l�nguas envolvidas�.

quarta-feira, março 24, 2004

Ciberjornalismo

Ciberjornalismo na
Universidade do Minho


O Departamento de Ci�ncias da Comunica��o da Universidade do Minho organiza, na pr�xima sexta-feira, �s 14 horas, uma confer�ncia proferida pelo Prof. Xos� L�pez, da Universidade de Santiago de Compostela, subordinada ao tema "Os desafios do ciberjornalismo".

O Prof. Doutor Xos� L�pez Garc�a � decano da Faculdade de Ci�ncias da Comunica��o da Universidade de Santiago de Compostela desde 1997. Actualmente dirige o Observat�rio de Comunica��o Local e o Observat�rio de Jornalismo.

Clicar aqui para mais informa��es.

quarta-feira, março 17, 2004

Princ�pios fundamentais

Princ�pios fundamentais
em defesa da liberdade de imprensa


O Sindicato dos Jornalistas (SJ), em documento entregue na Assembleia da Rep�blica, defende altera��es das leis penais no sentido de clarificar o �mbito do segredo de justi�a; de consagrar a audi��o do Conselho Deontol�gico pelos tribunais sempre que estejam em causa regras e pr�ticas profissionais; de garantir a protec��o do sigilo profissional em todas as circunst�ncias; e de corresponsabilizar as empresas jornal�sticas pelo trabalhos dos profissionais ao seu servi�o.

No parecer apresentado na audi��o na Comiss�o de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da Rep�blica, em 16 de Mar�o, o SJ reafirma a sua convic��o de que as �limita��es e restri��es � liberdade de imprensa s�o j� suficientes, pelo que n�o dever�o ser alargadas�, antes importando �conformar a pr�tica com as disposi��es legais� existentes.

O que justifica a altera��o, segundo o SJ, � o enquadramento jur�dico respeitante ao segredo de justi�a, designadamente atrav�s da �clara exclus�o da ilicitude na revela��o de mat�ria em segredo de justi�a � actos processuais e documentos inclu�dos � quando se trate comprovadamente de den�ncia de irregularidades e/ou atentados a direitos fundamentais�. Esta medida, como o SJ sublinha, n�o exclui obviamente a �responsabiliza��o penal do jornalista, caso a pretendida den�ncia venha a revelar-se cal�nia infundada e infamante�.

Para ler o texto, na �ntegra, do documento do SJ, clicar aqui.

Entretanto, a presidente da Comiss�o Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Assun��o Esteves, disse-se �surpreendida pela positiva com a profundidade das propostas� apresentadas.

Jornalismo: menos apura��o, mais distribui��

Jornalismo:
menos apura��o, mais distribui��o


Um estudo realizado pelo Project for Excellence in Journalism, da Universidade de Columbia, detectou as principais tend�ncias do jornalismo americano. O diagn�stico aponta, entre outros itens, o decl�nio constante da audi�ncia dedicada a not�cias em quase todos os meios, com excep��o da Internet e dos media alternativos e "�tnicas". Indica que a maior parte dos
investimentos em jornalismo est� a ser feita na distribui��o e n�o na apura��o. Aponta cortes que est�o a ocorrer nas redac��es, n�o apenas no n�mero de profissionais, mas tamb�m no tempo reservado para apurar e transmitir as not�cias. Detecta tend�ncia crescente por parte dos ve�culos, especialmente canais de not�cias 24 horas e Internet, de apresentar a not�cia bruta como produto final, �s vezes sem s�ntese e sem organiza��o das informa��es.

A an�lise v� ainda tend�ncia � co-exist�ncia de diferentes padr�es jornal�sticos dentro de uma mesma empresa jornal�stica, com as varia��es ocorrendo em fun��o da plataforma do conte�do ou, at� mesmo, de programa para programa. Sugere que essa tend�ncia dificulta a projec��o de uma identidade ou marca. Pode ainda refor�ar a percep��o por parte do p�blico, j� expressa em pesquisas, de que h� falta de profissionalismo no jornalismo ou de que os jornalistas actuam motivados por interesses financeiros ou engradecimento pessoal.

A pesquisa indica que a converg�ncia, outra das tend�ncias detectadas, est� a ser menos amea�adora aos jornalistas do que parecia h� alguns anos. Aponta que, neste momento, o jornalismo online caminha mais na direc��o da converg�ncia com os meios antigos do que no sentido de substitui-los. Relaciona, no entanto, como ponto importante, a quest�o econ�mica e n�o a tecnologia. Embora os media online representem oportunidade e n�o canibaliza��o, ser� capaz de fornecer bases financeiras s�lidas para o trabalho jornal�stico como fazem a TV e o jornal?

A �ltima tend�ncia analisada pelo estudo sugere que aqueles que manipulam os media e a opini�o p�blica, est�o a ganhar vantagem sobre o jornalismo. Esse movimento deve-se, em parte, � lei da oferta e da procura - com mais ve�culos a competir pela informa��o, tudo se transforma num mercado de venda de informa��o. Outra raz�o para essa tend�ncia � a carga de trabalho dos profissionais - as reportagens dos canais de not�cias 24 horas, por exemplo, sugerem que poucas fontes foram ouvidas. Este cen�rio incentiva o "jornalismo de tal�o de cheques" - que pode ser visto nos esfor�os dos canais de TV para conseguir entrevistas com Michael Jackson ou com a soldado Jessica Lynch.

Para ler o estudo na �ntegra, clique aqui.

Dica de Raphael Perret

segunda-feira, março 15, 2004

Interc�mbio

Interc�mbio com jornalista brasileiro


Foi enviada hoje uma mensagem para o grupo Jornalistas Brasil-Portugal, criado recentemente, no sentido de se efectuar um interc�mbio entre jornalistas portugueses e brasileiros.

A proposta passa por, um jornalista portugu�s trabalhar num jornal brasileiro, durante um ou dois meses e, em contrapartida, um jornalista brasileiro vir trabalhar para um jornal portugu�s.

Alan Caldas, editor dos jornais em quest�o (Jornal Dois Irm�os e Jornal Est�ncia Velha) adianta que existem condi��es de acomodar l� um jornalista, inclusive com moradia, por um m�s ou dois e, em contrapartida, fazer o mesmo aqui. De prefer�ncia, Alan Caldas prefere que seja um jornal "n�o muito grande", pois estes jornais brasileiros, embora di�rios, s�o de cidades pequenas.

Quem estiver interessado, � favor entrar em contacto comigo para este endere�o de e-mail

sexta-feira, março 12, 2004

Os media e a cobertura dos atentados terroristas

Os media e a cobertura dos atentados terroristas


Interessante, o texto de Juan Lu�s Cebrian intitulado "Terrorismo en El Pozo". Neste artigo, o autor aborda a quest�o do papel dos media na cobertura do terrorismo.

Para ler o texto na �ntegra (em Espanhol), clicar aqui

Dica de Jornalismo e Comunica��o

quinta-feira, março 11, 2004

Jornalistas mortos em 2003

Jornalistas mortos em 2003


Trinta e seis jornalistas foram mortos no exerc�cio da sua profiss�o em 2003, um ter�o dos quais no Iraque, segundo informa o relat�rio anual do Comit� para a Protec��o dos Jornalistas (CPJ), sedeado em Nova Iorque. No documento, a organiza��o real�a que, quatro dos 13 profissionais mortos no Iraque foram v�timas de disparos efectuados por tropas norte-americanas, por ocasi�o do ataque ao Hotel Palestina em Bagdad, a 8 de Abril.

O balan�o do CPJ � negativo em rela��o ao ano anterior. Em 2002, tinham falecido 19 jornalistas em servi�o. O in�cio do conflito armado no Iraque, em 2003, veio agravar os riscos para os profissionais da Comunica��o Social, mas estes n�o ficaram circunscritos aos palcos de guerra, sentindo-se com especial incid�ncia nas Filipinas, onde se contabilizaram cinco jornalistas assassinados depois de terem desvendado ou criticado casos de corrup��o no seu pa�s, e tamb�m na Col�mbia, com quatro profissionais mortos. Na R�ssia, o chefe de redac��o de um jornal "inc�modo" foi apunhalado ao p� da sua pr�pria casa. Tamb�m no Ir�o, o CPJ relata a morte de uma fotojornalista de origem irano-canadiana, Zahra Kazemi, depois de ter sido presa quando fotografava a pris�o de Teer�o.

O relat�rio do CPJ recorda ainda que, a 31 de Dezembro de 2003 estavam detidos 136 jornalistas no mundo inteiro, com o recorde a ir para a China, onde estavam detidos 39 profissionais da imprensa, seguida por Cuba, com um total de 29 jornalistas condenados a penas de pris�o entre os 14 e os 27 anos, em consequ�ncia da onda de repress�o sobre os dissidentes e a imprensa independente logo no in�cio do ano.

Alguns dados
Entre os 346 profissionais mortos na �ltima d�cada, 51 eram "cameramen", fotojornalistas ou operadores de som e 53 eram rep�rteres de r�dio (17 dos quais de um s� Pa�s, a Col�mbia). Desse total, onze eram de nacionalidade norte-americana.

Os anos mais mort�feros para o jornalismo foram 1994, com 66 profissionais assassinados, 1995 com 51, 2001 com 37 (dos quais 8 no Afeganist�o) e 2003, com 36.

Os pa�ses onde mais jornalistas morreram foram a Arg�lia (51), a R�ssia (30) e a Col�mbia (31).


Dica de P�blico

terça-feira, março 09, 2004

Jornalistas mulheres

39,1 por cento dos Jornalistas portugueses s�o mulheres


As mulheres jornalistas portuguesas com carteiras profissionais v�lidas s�o actualmente 2.783, num total de 7.117 profissionais do sector, o que significa que representam 39,1 por cento do total, segundo dados da Comiss�o da Carteira Profissional de Jornalista.

Em menos de 20 anos, o n�mero de mulheres aumentou cerca de 20 por cento. De acordo com os dados da comiss�o da carteira, em 1987 as mulheres eram apenas 254 (19,8 por cento), num total de 1.281 jornalistas, mas dez anos depois (1997) j� representavam 32,8 por cento do total (1.394 mulheres em 4.247 jornalistas).

Este crescimento tem vindo sempre a ser acentuado: as 254 jornalistas existentes em 1987 passaram a 602 em 1990 (25,4 por cento do total), subindo depois para 1.126 em 1994 (29,2 por cento do total) e para 1.394 em 1997 (32,8 por cento do total).

Apesar de o peso de homens continuar a ser superior ao das mulheres, tem vindo a baixar desde 1987. Em 1997 os homens representavam 80,2 por cento dos jornalistas, em 1990 representavam 74,6 por cento, em 1994 eram 70,8 por cento. Em 1997 havia 67,2 por cento de homens jornalistas e actualmente 60,9 por cento do total de profissionais do sector s�o do sexo masculino.

Dica de P�blico

At� no jornal onde eu trabalho se pode constatar esta realidade; e logo pelo �elo mais forte�: temos uma directora e n�o um director e, dos tr�s editores, duas s�o mulheres. Dos 16 jornalistas que comp�em a redac��o onde trabalho, nove s�o mulheres�

quinta-feira, março 04, 2004

Ordem dos Jornalistas

Ordem dos Jornalistas


O ex-director do "Di�rio de Not�cias", M�rio Bettencourt Resendes, defendeu em Macau a necessidade de serem criados mecanismos que garantam a credibilidade dos "media" e dos jornalistas, exemplificando com a Ordem dos Jornalistas.

No semin�rio "A imprensa portuguesa e Macau", organizado pelo Instituto Internacional de Macau, Bettencourt Resendes falou sobre "A batalha da credibilidade" e sublinhou que a "credibilidade dos 'media' hoje em dia � tamb�m a credibilidade de toda uma outra s�rie de actividades".

"Vivemos momentos de transi��o complexos nas nossas sociedades abertas e modernas e portanto � fundamental que n�s, jornalistas, saibamos arranjar filtros e crivos de credibilidade porque isso � fundamental at� para a pr�pria sustentabilidade a prazo do regime democr�tico, que � um bem precioso mas � uma flor muito sens�vel e tem de ser regada com muita regularidade", afirmou.

Por isso, o antigo director do "Di�rio de Not�cias" defende a cria��o de uma Ordem dos Jornalistas e a auto-regula��o como "a melhor forma de prevenir tenta��es castradoras por parte dos poderes pol�ticos".

"� fundamental que n�s jornalistas nos organizemos de forma que o poder de sancionar erros e distor��es da nossa actividade seja exercido por n�s pr�prios de forma cred�vel, aceite por toda a classe", defendeu ao salientar ser essa a "forma mais segura" de evitar "a tenta��o legislativa castradora e restritiva".

Dica de P�blico

Pergunta: Ser� que os jornalistas querem uma Ordem que regulamente e "vigie" o seu trabalho???