domingo, outubro 24, 2004

Piores condições de trabalho
no Jornalismo


"As novas tecnologias da informação e os novos meios multimédia vão levar a um aumento da procura de jornalistas e profissionais vinculados à área da comunicação social", revela um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento alerta, no entanto, que ao mesmo tempo as condições e a qualidade do trabalho poderão piorar.

O relatório, intitulado O Futuro do Trabalho e da Qualidade na Sociedade de Informação: o Setor dos Meios de Comunicação, a Cultura e as Indústrias Gráficas foi publicado em Genebra, durante uma reunião de representantes de governos, empresários e trabalhadores de cerca de 50 países convocada pela OIT para analisar a situação do sector. Na conclusão, o documento alerta para um tempo em que «vai haver cada vez mais trabalho precário, provisório, sem os mínimos benefícios de segurança social».

Dica de O Jornalista


Pergunto: será que Portugal ou algum português esteve presente nessa reunião? É que, o tempo em que haverá cada vez mais trabalho precário, já chegou a Portugal...

quinta-feira, setembro 30, 2004

Opinião


Como será o Jornalismo do Século XXI? E qual será, cada vez mais, o papel do Jornalista?

Este espaço está aberto, assim, a troca de ideias, opiniões e outros comentários.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Jornalistas sob pressão


Interesses vários têm pressionado o trabalho de mais de 60 por cento dos 84 editores, chefes de redacção, coordenadores e directores de órgãos de comunicação social portugueses, questionados no âmbito de uma sondagem da empresa Central de Informação e do jornal “Meios & Publicidade”.

Dica de Sindicato dos Jornalistas

sexta-feira, setembro 17, 2004

Condenado por fraude


Aqui e aqui.
São dois textos publicados em jornais distintos mas a notícia é a mesma: Eduardo Costa, proprietário do jornal diário "O Primeiro de Janeiro", foi condenado pelo tribunal de Oliveira de Azeméis, a dois anos e meio de prisão, com pena suspensa por um ano, pelo crime continuado de fraude na obtenção de subsídio.

segunda-feira, agosto 02, 2004

Férias


O "Fim do Jornalismo?" vai de férias e regressa no dia 1 de Setembro.

Boas férias a todos(as)...

sábado, julho 31, 2004

Saramago questiona
Independência do Jornalismo


O escritor português José Saramago questionou ontem em Santander, Norte de Espanha, a independência do jornalismo. Segundo o Prémio Nobel da Literatura, nenhum trabalho é independente e não se pode falar de independência do jornalismo.

O autor de "Memorial do Convento" falava no âmbito do seminário "A imprensa, questionada. Uma análise da aventura informativa", organizado pela agência de notícias espanhola EFE e a Universidade Menéndez Pelayo.

Na sua conferência, intitulada "Informação, a quadratura do círculo", Saramago afirmou que é impossível a informação total e a objectividade, tanto no jornalismo como em qualquer actividade humana. "Acreditar que 'um facto é um facto' e que com isto se fecha a porta, que a subjectividade está excluída, é um erro, porque se a linguagem é um exemplo de subjectividade e só com a linguagem se pode explicar um facto, já está aí a subjectividade".

De igual forma opinou que a frase "uma imagem vale mais que mil palavras" não é correcta, pois que o acto de fotografar se faz de forma distinta segundo o ângulo e a luz. "A fotografia surge num quadrado e parece que o mundo termina ali, e o que se faz é subjectivar a imagem", explicou.

A informação, afirmou o antigo jornalista, é subjectiva na sua origem, na transmissão e na recepção. "A mesma mensagem terá tantos significados quantos sejam os seus receptores", disse.

José Saramago criticou também os "criadores de opinião" e questionou o direito que "tem um senhor ou uma senhora de acreditar que por escrever uma coluna temos de acreditar que é verdade o que diz".

O autor de "Jangada de pedra" referiu também a "relação de cumplicidade" entre os políticos e a imprensa. "Não se fala do cordão umbilical que une a imprensa às empresas. Nenhum jornal pode recusar publicidade, pelo que é certo que os jornais servem para vender clientes aos anunciantes, sejam os anúncios grandes ou pequenos".

Relativamente à independência dos jornalistas, o Nobel português afirmou que, na realidade, há que falar da "infelicidade dos profissionais" estarem conscientes que estão a ser utilizados. "Entre o chefe e o patrão, o jornalista gasta a melhor parte da sua vida em saber se está a dar a informação que quer o 'guia'". "É como um camaleão que tem de disfarçar o que pensa pela cor do meio onde trabalha. Na realidade gostaria de não ter opinião para que fosse menos doloroso mudar as suas ideias pelas dos outros", prosseguiu Saramago.

Sobre a televisão afirmou que "se alimenta de consciências" e considerou a contínua repetição que faz da imagens "acaba com a emoção".

Fonte: Público

Alguém quer comentar?

terça-feira, julho 27, 2004

"Jornaleirismo"


Entrevista de José Rodrigues dos Santos, na edição de ontem do JN, comentada e/ou criticada por Nuno Santos no Nónio.

Outras opiniões, aceitam-se.

segunda-feira, julho 26, 2004

Como triunfar
no Jornalismo pós-moderno


Por Marko Ajdaric

1) Qualquer notícia é qualquer notícia.

2) Os factos não têm história.

3) O quê é mais importante do que o por que.

4) Não se ligue em essências. A aparência é o que vale.

5) Não há versões, nem análises. Só os mesmos factos de sempre.

6) Mentir não é um problema. Desde que seja a mentira da moda.

7) Não deixe as pessoas descobrirem o que você não possa dominar.

8) Fale sempre dos mesmos assuntos.

9) Elogie sempre o que já está em evidência.

10) Fale mal de alguém na página 2 e de outro na página 4 e venda o seu jornal para ambos.

11) Nunca trate nada com profundidade. Assim, quando você descartar um assunto, ninguém vai perceber.

12) Nunca mostre a essência de um governo. Siga o factóide do dia.

13) Ponha bastante expressões estrangeiras. Assim, vão acreditar que você é entendido.

14) Não mostre outras fontes. Não corra o risco de fugirem da sua verdade.

15) Caso você tenha opinião, não deixe que percebam.

16) Se a notícia não agrada ao seu anunciante - ou ao dono do grupo que controla o jornal onde trabalha -, você não a viu.

17) Não existem outras versões de um facto além da nossa.

18) Se o citado é um ícone nosso, destaque-o no título (Ex: 'O New York Times'), senão, omita-o '(Ex: 'jornal').

19) Não importa o que aconteça na economia real: a manchete sempre tem que ser sobre bolsas de valores.

20) Não estude. Basta seguir esta cartilha.

Alguém quer acrescentar mais algum ponto?

sexta-feira, julho 16, 2004

Cursos de Comunicação
muito teóricos


Os cursos de Ciências da Comunicação, que começaram a proliferar em Portugal nos anos 90, não são hoje tão bem vistos pelo mercado quanto se poderia pensar. Embora a visão de directores, chefes de redacção e jornalistas não seja forçosamente negativa, há aspectos do curso que todos os anos manda para o mercado centenas de licenciados que poderiam ser melhorados.

É esta a visão de um estudo publicado no último número da revista Media XXI, ao inquirir a opinião de responsáveis do sector sobre a qualidade das licenciaturas e se estas se enquadram nas necessidades do mercado de trabalho.

Os cursos de comunicação são considerados muito teóricos (segundo 58% dos inquiridos) e não vão ao encontro das necessidades do mercado (51%). Metade das pessoas ouvidas pela Media XXI acha mesmo que a qualidade dos cursos é "inferior à dos outros países europeus". Curiosamente, uma esmagadora maioria defende (79%) que a entrada no mundo do jornalismo não deve estar só aberta a licenciados em Ciências da Comunicação, mas também de outras áreas.

A visão partilhada pelos entrevistados é a de que "as universidades oferecem licenciaturas a mais e qualidade a menos" (63%), os professores deveriam ter mais qualidade (56%), as escolas carecem de melhores infra-estruturas (61%) e apoio pedagógico (66%). E pensam que a procura destes cursos se deve à maior facilidade de acesso (55%) e porque os cursos de comunicação estão na moda (50%).

REACÇÕES. Martim Cabral, gestor da redacção e responsável pelos estagiários da SIC, concorda que os cursos são "muito teóricos". "Passam por mim dezenas de alunos que relatam as deficiências dos cursos", refere, e acrescenta que isso se reflecte no seu desempenho. É de opinião que os alunos não fazem filmagens e montagens suficientes, o que é "inaceitável para quem chega à televisão". Para Martim Cabral, "o jornalismo não se aprende numa aula, aprende-se na rua".

"Há uma natureza prática limitada", diz Estrela Serrano, docente na Escola Superior de Comunicação Social, do Instituto Politécnico de Lisboa, sublinhando a importância de os professores serem jornalistas, o que nem sempre acontece. "As universidades não estão apetrechadas para simular situações reais", reconhece, mas pensa que esta realidade "está a evoluir no ensino politécnico".

"Não estranho que os profissionais não vejam a formação teórica como importante", mas "quem exerce esta profissão não pode dispensar a reflexão e a discussão teóricas sobre o jornalismo", contrapõe Estrela Serrano.

Dica de DN

Aceitam-se outras opiniões.

terça-feira, julho 13, 2004

Jornalismo na Universidade do Minho
entre os melhores


O Observatório da Ciência e do Ensino Superior (OCES) tornou público o documento "Índice de sucesso escolar no Ensino Superior Público: Diplomados em 2002-2003", datado de 25 de Maio. Neste estudo, realizado pela Direcção de Serviços de Estatística e de Indicadores do OCES, procedeu-se à avaliação do sistema de ensino superior português, a partir da análise das taxas de insucesso relativas a diplomados em 2002-2003. Na investigação foram considerados todos os estabelecimentos de ensino superior público, dependentes do Ministério da Ciência e do Ensino Superior.

De entre a informação disponibilizada destacamos aqui a referente ao campo do jornalismo e comunicação, permitindo-nos estabelecer índices de sucesso escolar nos Cursos de Comunicação Social do país, que transcrevemos.


Ensino Universitário:


86% - Comunicação Social (Univ. Minho)
85% - Ciências da Comunicação (ESE - U.Algarve)
81% - Ciências da Comunicação (U. Beira Interior)
74% - Comunicação Social (ISCSP-UTL)
66% - Novas Tecnologias da Comunicação (U. Aveiro)
51% - Ciências da Comunicação (U. Nova L.)
16% - Jornalismo (U. Coimbra)


Ensino Politécnico:


78% - Relações Humanas e Com. no Trabalho (ESE-IPLeiria)
77% - Jornalismo (Escola Sup.C. Social - IPL)
76% - Comunicação - C. Organizacional (ESE-IPCoimbra)
65% - Comunicação Empresarial (Escola Sup.C. Social - IPL)
65% - Jornalismo e Comunicação (IPPortalegre)
64% - Publicidade e Marketing (Escola Sup.C. Social - IPL)
62% - Tecnologia e Comunicação Audiovisual IPPorto)
61% - Comunicação Social (ESE-IPSetúbal)
59% - Comunicação Social (ESE - IPViseu)
54% - Comunicação Social (E.S.Tec -IPTomar)
41% - Comunicação - C. Social ((ESE-IPCoimbra)
29% - Comunicação - C. e Design Multimédia (ESE-IPCoimbra)