domingo, novembro 06, 2005

Jornalistas contra "tentativas de cedência forçada" dos direitos de autor

  • Sindicatos e associações de jornalistas apelaram hoje, em Lisboa, a várias instâncias europeias para que se oponham às "tentativas de cedência forçada" dos direitos de autor, quer através de legislação, quer de contratos de trabalho.
    [...]
    Toda a reutilização do trabalho jornalístico deve ter a autorização prévia do autor e dar lugar a uma retribuição justa, refere o documento, que apela também ao funcionamento "democrático e transparente" das sociedades de gestão colectiva dos direitos de autor.
    FONTE: PÚBLICO
Qual a vossa opinião sobre este tema?? A quem pertence a notícia? Pode esta ser divulgada livremente desde que identificada a fonte, ou não? Acabei de cometer um crime ao citar parte de uma notícia???

quinta-feira, novembro 03, 2005

Sinais dos novos tempos...

  • "Le Monde" vai alterar grafismo e secções
    O jornal francês "Le Monde" vai mudar a sua apresentação gráfica, para albergar mais fotografias, menos artigos e um tamanho de letra maior. As secções do jornal também vão sofrer alterações.
    fonte: PÚBLICO


Os tempos mudam e a informação que as pessoas procuram é cada vez mais gráfica e mais visual, tendo de surgir o texto em pequenas doses. Esse é um pouco o conceito de webjornalismo, que não passa pelo formato do blog.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Revista on-line "PRISMA.COM"

A dica vem do Blog Media, Cidadania e Proximidade.
A primeira edição da revista PRISMA.COM está on-line e merece uma visita. Trata-se de uma publicação de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC (Centro de Estudos em Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação), da Universidade do Porto.Tal como se pode ler na Política Editorial, a PRISMA.COM é “uma publicação on-line dedicada à investigação na intersecção da comunicação, informação, tecnologia e artes”.
Nesta primeira edição podem ler-se, entre outros textos, “Ciberjornalismo e Narrativa Hipermédia” de Hélder Bastos e “Os Processos de Mediação de Ciência em Televisão: Efeitos sobre a sua eficácia comunicativa” de José Azevedo, Luísa Aires e Ana Isabel Couto.

segunda-feira, outubro 31, 2005

«Agências noticiosas em perigo»

Anónio Granado no Ponto Media chama atenção para algo que se enquadra com o tema deste blog. As agências noticiosas já não conseguem cumprir a sua função... Será também por "culpa" dos blogs???
transcrição:
  • Agências noticiosas em perigo
    O MEDIA Culpa diz que o maior jornal sueco, o Dagens Nyheter, abandonou o serviço da agência noticiosa nacional, uma medida que já tinha sido seguida pelo gratuito Metro. As razões da decisão são duas: o que recebem não justifica o preço; nos tempos que correm, é preciso ser dono do material, para poder revendê-lo para outros suportes. Diz o director do Dagens Nyheter que “actualmente, as notícias estão em muitos lados. Talvez o tempo tenha acabado para as agências noticiosas tradicionais”.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Vá lá...

Tribunal absolve jornalista Manso Preto

O Tribunal da Relação deu ontem provimento ao recurso do jornalista Manso Preto, absolvendo-o do crime de desobediência ao tribunal a que tinha sido condenado em Dezembro por recusar revelar fontes, anunciou hoje o Sindicato de Jornalistas.

Critérios notícia

São 2400 empresas acusadas de não respeitar o programa “Petróleo por Alimentos” e o PÚBLICO escreve todo a noticia apenas a referir dois portugueses envolvidos no relatório. Não é uma critica, é apenas o constatar de alguns critérios que fazem uma coisa noticia ou não. A proximidade é uma deles e aqui bem exemplificado. Fica apenas uma nota, com esta noticia tão centrada nos dois cidadãos portugueses envolvidos parece que foram apenas eles a cometer tal infracção ao programa “Petróleo por Alimentos”. Convinha ter mostrado qual a acção e qual o envolvimento destes em relação ao todo global. Seria bom ainda referir quais as grandes empresas petrolíferas que fazem parte do relatório. Ou não há? Se não houver é porque meus amigos, faltam folhas ao relatório.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Director do Journal of Media Economics diz que a imprensa tem de adaptar-se à Internet

Um visão dos perigos e das virtudes da internet bem como os media tradicionais devem encara a internet. Não que concorde com tudo mas vale a pena dar uma vistas de olhos e comentar aqui no Fim do Jornalismo?

terça-feira, outubro 25, 2005

5 perguntas (ainda) por responder

1. Porque razão quase todos os candidatos a jornalistas ou estudantes de jornalismo têm um blogue?
2. Porque é que ninguém assume que vai procurar/buscar informação aos blogues?
3. Porque é que os blogues são considerados o parente pobre do jornalismo?
4. Porque não se cita a fonte, quando ela é um blogue?
5. Porque se tenta argumentar cada uma destas quatro perguntas, dizendo que não correspondem à realidade?

segunda-feira, outubro 24, 2005

Gripe das Aves, a visão de um leitor

Encontrei este comentário a uma noticia no PÚBLICO.PT sobre a Gripe das Aves…
Não consegui identificar o autor, mas o conteúdo vale por si. Comentem por favor…
  • Pânico? Alguém interessado? Por TM - Lisboa
    Sinceramente, às vezes penso se alguém tem interesse em espalhar o pânico. Olho para estas sucessivas notícias, vazias de conteúdo e cheias de especulação, e pergunto: será que isto é um concurso entre a comunicação social ? Já conseguiram encontrar um papagaio na Europa (não se percebeu bem, mas acho que até estava de quarentena...) e agora não descansam enquanto não encontrarem em Portugal um pombo ou outra ave qualquer com o vírus. E isto no mundo das notícias é um problema: quando passa muito tempo sem haver realmente tema (como é o caso) há que ir "criando" um bocado, até finalmente encontrar o desgraçado do tal pombo, que, se calhar (assim todos desejaríamos), nem nunca vai aparecer.

sábado, outubro 22, 2005

"A discussão do papel dos jornalistas é permanente"

O Ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou que é necessária a participação dos estudantes e recém-licenciados em Jornalismo na discussão sobre o Estatuto da profissão.
Augusto Santos Silva apelou hoje, sexta-feira, aos recém-licenciados em Jornalismo, e mesmo aos ainda estudantes da área, para que participem na discussão sobre as alterações ao Estatuto do Jornalista, que está em consulta pública até 4 de Novembro.

[fonte: JornalismoPortoNet]

quinta-feira, outubro 20, 2005

"Rádio.com" na nova grelha da TSF

«O director da TSF anunciou igualmente a criação de um espaço semanal intitulado "rádio.com", dedicado ao "podcasting", que, explicou, "está para as rádios como os blogues estão para a imprensa". Este serviço permite ao cidadão construir a sua própria rádio, "escolhendo as suas músicas preferidas ou fazendo críticas de filmes, por exemplo", acrescentou.» [in PÚBLICO]
Pela descrição parece ser interessante, vamos esperar para ver…
E já agora senhor José Fragoso… como é que os blogues estão para a imprensa???

quarta-feira, outubro 19, 2005

Blog como género jornalístico

Esta questão surgiu na última reunião do Grupo de trabalho sobre Blogues e Jornalismo do 2 Encontro de Weblogues. Talvez num futuro a longo prazo tal posso acontecer, mas creio ser difícil que tal se realize. Um blog é tão somente uma ferramenta, ou melhor uma plataforma que possibilita uma actualização simples e rápida de conteúdos na web.
Enquanto formato de escrita o blog actualmente caracteriza-se por ter um título e um corpo de texto. No início eram poucas as plataformas que ofereciam esta possibilidade permitindo apenas a publicação de texto, sendo o título inserido manualmente através de formatação html.
A vulgarização do blog deve-se principalmente à sua facilidade de criação e à simplicidade de manuseio e publicação. A questão abordada de que um jornalista faz uma entrevista, uma crónica e com o mesmo material [adaptação para português de Portugal da expressão “matéria” usada no Brasil] escreve ainda um post [entrada ou artigo] para colocar no seu blog, não torna um blog num estilo, mas sim numa amálgama de textos sobre temas variados.

Novo começo...

O fim do “Fim do Jornalismo?” ainda não chegou. Perdoem-me o trocadilho fácil, mas é verdade. O tema ainda não está esgotado e a resposta ainda não foi dada. Ver os blogs como uma ameaça ao jornalismo foi a reacção obvia de quem estava atento ao potencial do blog à 3 anos atrás. Passaram os anos, a tecnologia melhorou e massificou-se. Hoje em dia é vulgar ter um ou mais blogs. Mas a pergunta mantém-se. O jornalismo pode acabar com os blogs? Podemos considerar jornalismo o que se faz nos blogs? E mais recentemente surgiu uma duvida lançada por Daniela Bertocchi durante o 2 Encontro de Weblogues, na Universidade da Beira Interior, serão os blogs um estilo jornalístico?
Todas estas dúvidas foram levantadas no grupo de trabalho de “Blogues e Jornalismo” no já referido 2 Encontro de Weblogues. Respostas cabais a estas perguntas não foram encontradas. Talvez nunca o sejam mas o objectivo a que este blog se volta a propor é a discuti-las, analisa-las e estuda-las.
Para além dum novo aspecto gráfico o “Fim do Jornalismo?” vai contar com novos colaboradores. Em breve eu e o Joel Pinto vamos enviar alguns convites, mas todos os que quiserem participar são bem vindos; quer simplesmente pelos comentários, quer tornando-se membros, devendo para isso enviar-nos um e-mail a manifestar essa vontade.

terça-feira, outubro 18, 2005

Fim do Jornalismo?

O Blog Fim do Jornalismo? vai regressar... em breve.
Decidi aceitar o convite do João Simão para renovar este blog. Em tempo oportuno, ele próprio se irá apresentar...

Porque este assunto ainda não está terminado, porque muito ainda há a dizer, vamos voltar de cara lavada, com novos assuntos e mais motivos de interesse para, em conjunto, debatermos e discutirmos.

As alterações vão surgindo, novos membros serão convidados e, esperamos que, juntos, consigamos levar este blog a bom porto.

Até já...

sábado, janeiro 15, 2005

Fim do Jornalismo?


Fim do Jornalismo? Ponto de Interrogação.

Ao criar este blog, em Dezembro de 2002, um dos cem primeiros do nosso País, fi-lo porque sentia que muito havia a dizer acerca deste tema. A ainda há, claro.

Ao fim de dois anos de existência, e com mais de 10 mil visitas, decidi (depois de muito pensar), colocar um ponto neste espaço. Mais precisamente, um ponto final. Faço-o, não porque deixei de acreditar no tema em si, mas porque a falta de tempo a isso me obriga.

Custa-me, de facto, abandonar este espaço, depois de a ele me ter dedicado nos últimos dois anos. No entanto, o ritmo da minha vida profissional não me deixa outra alternativa.

Depois de ter feito o convite a várias pessoas para continuarem este meu projecto, não recebi uma proposta que me entusiasmasse e, acima de tudo, que me garantisse a sua continuidade nos moldes em que ele foi criado. Fica, on line, mesmo assim, todo o conteúdo que aqui foi colocado. Basta aceder ao respectivo Arquivo.

Por último, deixo aqui um abraço a todos aqueles que, directa ou indirectamente, contribuiram para dinamizar e divulgar este espaço em toda a blogosfera, portuguesa e não só.

Obrigado a todos(as). Até qualquer dia...

terça-feira, dezembro 07, 2004

À procura de...


Como certamente já se aperceberam, este blogue tem vindo a ser muito pouco actualizado. Muita coisa tem acontecido neste País; a polémica em torno do jornalismo tem vindo a aumentar e poucas coisas aqui têm sido escritas.

O principal motivo prende-se com o trabalho. Estou envolvido em muitos projectos e os meus três trabalhos, dois ligados ao jornalismo, não me deixam muito espaço de manobra para pesquisar e actualizar este blogue.

Nesse sentido, e porque acredito que também já é tempo, venho abrir este espaço a quem queira, comigo, continuar este blogue. O tema é um e apenas um: "Para que servem, afinal, os jornalistas? Será que estamos no princípio do fim desse fenómeno chamado Jornalismo? Este weblog serve para isso mesmo: sabermos se a Internet e as novas tecnologias vão colocar um ponto final no jornalismo, ou se, pelo contrário, vai ser uma grande aliada..."

Assim, quem quiser colaborar comigo neste blogue, basta enviar-me um e-mail. Prometo responder a todos.

Até breve...

domingo, novembro 14, 2004

53 jornalistas intimados


Cinquenta e três jornalistas foram intimados a comparecer perante o Ministério Público, em virtude de "violação do segredo de instrução", no caso do escândalo pedófilo da Casa Pia, embora o processo só tenha início no próximo dia 25 de Novembro.
Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras "é a primeira vez que se convoca um número tão grande de jornalistas desde o reinstauração da democracia em Portugal, em 1974. Na véspera da abertura do processo do caso da Casa Pia, essa onda de intimações pode ser percebida como uma tentativa de intimidação e uma incitação à auto-censura".
Os jornalistas, que foram ou vão ser ouvidos pela justiça, trabalham para onze dos maiores meios de comunicação social, destacando-se o jornal diário Correio da Manhã, o canal de televisão SIC e a rádio nacional Antena 1. Vários deles pediram para serem ouvidos na qualidade de acusados e não de testemunhas, o que os autoriza a guardarem o segredo sobre as suas fontes de informação durante o decurso das investigações policiais. Se forem reconhecidos como culpados, incorrem numa pena que pode chegar até a dois anos de prisão.
De referir que o processo contra as sete pessoas acusadas por abusos sexuais de menores realizar-se-á à porta fechada. Cerca de cem testemunhas serão chamadas a depor e, entre os acusados, estão personalidades políticas.

sábado, novembro 13, 2004

"...um jornalismo
inofensivo e domesticado"


Manuel Pinto, docente da Universidade do Minho e Provedor do Leitor do Jornal de Notícias, em entrevista ao Notícias Lusófonas passa a pente fino o Jornalismo. Sem papas na língua, diz que nesta profissão «existe, cada vez mais, um fosso entre uma elite que sobrevive e encontra em qualquer caso o seu lugar ao sol e a maioria dos profissionais, em situação periclitante... ganhando mal e estando sujeita a inúmeras contingências e dependências». Manuel Pinto acrescenta que «as consequências deste processo de precarização podem ser, a prazo, catastróficas para o jornalismo». Ou seja «redacções sem memória e sem identidade» e que podem levar a «um jornalismo anódino, inofensivo, domesticado». Por outras palavras, «tudo menos jornalismo».

Ler o texto na íntegra.

domingo, novembro 07, 2004

Petição


Corre há já algum tempo a seguinte petição:
No ano passado, em poucos dias, mais de um milhar de pessoas subscreveu um abaixo-assinado que denunciava e (rejeitava) a intenção da Radiodifusão Portuguesa de:
"(...) matar o único programa de rádio que todas as semanas percorre uma terra de Língua Portuguesa. E que, em directo integral e ao vivo, viaja sons, músicas, sonhos, projectos, artes e sabores da Lusofonia. E que... é uma festa (num largo ou numa praça) sempre com muita gente à volta. E que... dá a palavra ao Portugal que habita fora dos grandes centros de decisão política e económica. E que... assume os valores das terras e das gentes, misturando canções da etnografia, com os acordes das bandas, os sons eruditos, o rock ou o jazz, as vozes dos corais, as palavras da poesia popular e os gestos das artes tradicionais..."

Veja as Assinaturas ou Assine esta Petição

domingo, outubro 24, 2004

Piores condições de trabalho
no Jornalismo


"As novas tecnologias da informação e os novos meios multimédia vão levar a um aumento da procura de jornalistas e profissionais vinculados à área da comunicação social", revela um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O documento alerta, no entanto, que ao mesmo tempo as condições e a qualidade do trabalho poderão piorar.

O relatório, intitulado O Futuro do Trabalho e da Qualidade na Sociedade de Informação: o Setor dos Meios de Comunicação, a Cultura e as Indústrias Gráficas foi publicado em Genebra, durante uma reunião de representantes de governos, empresários e trabalhadores de cerca de 50 países convocada pela OIT para analisar a situação do sector. Na conclusão, o documento alerta para um tempo em que «vai haver cada vez mais trabalho precário, provisório, sem os mínimos benefícios de segurança social».

Dica de O Jornalista


Pergunto: será que Portugal ou algum português esteve presente nessa reunião? É que, o tempo em que haverá cada vez mais trabalho precário, já chegou a Portugal...